A incerteza sobre a durabilidade do cessar-fogo no Oriente Médio impacta os mercados financeiros globais nesta quinta-feira, levando a uma exigência maior de prêmios de risco em ativos. A situação se agrava com relatos de que o Estreito de Ormuz voltou a ter restrições de passagem.
Os preços do petróleo, que haviam sofrido uma queda expressiva, começaram a ser revertidos parcialmente. O petróleo tipo Brent para entrega em junho subia 3,96%, negociado a US$ 98,50 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês avançava 4,07%, a US$ 91,32 por barril. O contrato mais curto do WTI, para maio, flerta novamente com o nível de US$ 100, indicando a atenção do mercado aos desdobramentos no Estreito de Ormuz.
Nos ativos de risco, os futuros do S&P 500 recuavam 0,31% e os do Nasdaq cediam 0,22%, sinalizando uma correção parcial da euforia observada no dia anterior. Os rendimentos dos Treasuries americanos operam próximos da estabilidade, e o índice DXY, que mede o dólar contra outras divisas fortes, apresentava leve enfraquecimento.
No Brasil, o Ibovespa opera em alta, buscando renovar recordes, apesar da aversão a risco no exterior. O dólar à vista, contudo, opera em queda ante o real. A agenda econômica do dia inclui indicadores de consumo e o deflator do PCE nos Estados Unidos, mas o foco principal permanece no conflito no Oriente Médio.
Um evento organizado pelo Banco Central com economistas de mercado pode abordar os impactos da guerra na economia doméstica, com a presença do presidente Gabriel Galípolo e diretores. No entanto, não são esperados comentários sobre a conjuntura econômica.
Fontes: Globo Moneytimes Infomoney