O governo brasileiro estuda acelerar testes para misturas mais elevadas de biodiesel no diesel. O objetivo é concluir as avaliações ainda este ano, conforme indicou o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A iniciativa surge em meio ao aumento dos preços dos combustíveis, influenciado por conflitos internacionais.
A medida pode estimular a demanda por soja, principal matéria-prima do biodiesel, no Brasil. O setor de biocombustíveis vê nas interrupções do fornecimento global de petróleo e gás uma oportunidade para defender o aumento das misturas obrigatórias de biodiesel no diesel e de etanol na gasolina.
Aceleração dos testes
André Nassar, da Abiove, informou que o Ministério de Minas e Energia avaliará nesta semana a contratação de laboratórios adicionais. A meta é agilizar a avaliação de misturas de até 20% de biodiesel, em contraste com o atual mandato de 15%. Com a contratação de mais dois laboratórios, o processo, que levaria 14 meses com um único centro, poderia ser reduzido para quatro meses.
Nova aliança setorial
O setor privado se propôs a compartilhar os custos para otimizar o cronograma. A expectativa é de uma decisão nesta sexta-feira, com o objetivo de reduzir o tempo total do processo. A proposta é apoiada pela AliançaBiodiesel, uma nova entidade formada pela Abiove e pelo grupo de biocombustíveis Aprobio, lançada recentemente.
Segurança energética e custos
A AliançaBiodiesel busca a aprovação de misturas de até 20% em uma única etapa, mesmo que a implementação seja gradual. O Brasil importa cerca de um quarto do diesel que consome, e o biodiesel nacional, por ser mais barato, pode aumentar a segurança energética do país. A matéria-prima para o biodiesel é abundante no Brasil.
Fonte: Moneytimes