O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou a apuração dos atos do Banco Central do Brasil (BC) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na regulação e fiscalização do crédito consignado. O foco é a proteção de consumidores classificados como hipervulneráveis.
A representação pede ainda a realização de auditoria sobre o funcionamento do mercado de consignado no sistema bancário. A análise deve se concentrar na estrutura dos produtos ofertados, na transparência das informações fornecidas aos consumidores, nos mecanismos de supervisão e sancionamento, e nos impactos sobre aposentados, pensionistas e idosos de baixa renda.
Crédito consignado sob escrutínio
O pedido formal relata o contexto de endividamento no país via cartão de crédito consignado. Segundo os argumentos apresentados, há ausência de “faturas claras”, complexidade dos mecanismos de amortização e “falta de transparência” sobre o custo total do crédito.
“Na origem do impasse, emerge uma frágil supervisão regulatória sobre o sistema financeiro responsável pela controversa oferta híbrida, como se indistinta fosse, de crédito consignado e de crédito rotativo vinculado a cartão de crédito consignado, cujos riscos, limites mensais de desconto do valor da margem consignável do benefício e limites máximos de taxas de juros são estruturalmente díspares”, diz a representação.
Possíveis determinações do TCU
Se o TCU acatar o pedido, após o fim da auditoria, poderão ser emitidas determinações e/ou recomendações ao INSS e ao BC. O objetivo é a revisão de normas, o aperfeiçoamento de mecanismos de supervisão e a prevenção de práticas eventualmente abusivas no crédito consignado.


Fonte: Infomoney