Banco Central: Galípolo afasta culpa de Campos Neto no caso Master

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, declara que não há evidências de culpa de Roberto Campos Neto no caso Banco Master, conforme apurado em processos.
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP) 07/06/2025 REUTERS/Fernanda Luz

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (8) que não há nenhum processo ou sindicância que aponte para culpa de Roberto Campos Neto, seu antecessor, no crescimento ou nas fraudes envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do crime organizado, no Senado.

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Campos Neto presidiu o BC entre 2019 e 2024, período em que o Master foi transferido para o controle de Daniel Vorcaro e expandiu suas operações. Ele havia sido convocado para comparecer à CPI, mas não compareceu nesta quarta-feira.

O Banco Central negou inicialmente uma autorização para a transferência do controle do então Banco Máxima, que seria rebatizado Master, para Vorcaro em fevereiro de 2019. Contudo, em outubro do mesmo ano, a autoridade monetária reverteu sua decisão e autorizou a transferência.

Conforme noticiado, Vorcaro teria apelado ao então diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves Souza, para obter a autorização de transferência em fevereiro de 2019. Souza é investigado sob suspeita de ter recebido pagamentos para favorecer Vorcaro no BC.

Galípolo relatou que, ainda em 2023, Campos Neto havia solicitado a Paulo Souza, que permanecia como diretor de Fiscalização, uma análise do balanço do Master. No final de 2024, a área de Fiscalização também solicitou análises a três escritórios de advocacia.

Fonte: Infomoney

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