Um adolescente autista de 13 anos, identificado como João Raspante Neto, foi encontrado morto em Marília, no interior de São Paulo. Segundo a Defesa Civil municipal, o jovem pode ter entrado em uma lagoa para nadar. João desapareceu da chácara da família na segunda-feira (6) e seu corpo foi localizado na madrugada de terça-feira (7) em uma lagoa do Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, nas proximidades.


As buscas abrangeram uma área de aproximadamente 2,5 km², até que os chinelos do adolescente foram encontrados perto da cerca da estação de tratamento. O coordenador da Defesa Civil municipal, Luiz Bissolo, relatou que a localização das roupas chamou a atenção, indicando a possibilidade de ele ter entrado na lagoa para nadar, como era seu costume na piscina da chácara. O corpo foi encontrado na água.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu compareceram ao local e constataram o óbito. A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia de Marília, que prossegue com as investigações.
A família, incluindo o jogador profissional de esportes eletrônicos Gustavo Rossi, conhecido como Sacy, e a confeiteira Marcela Rossi, pediu ajuda nas redes sociais após o desaparecimento. O prefeito de Marília, Vinicius Camarinha, também gravou um vídeo apelando por colaboração na procura. O corpo foi encontrado pelo pai do adolescente e um grupo de amigos, com a participação de mais de 200 pessoas nas buscas.
João foi enterrado na tarde de terça-feira no Cemitário da Saudade, em Marília. O prefeito decretou luto oficial na cidade, lamentando a morte. A irmã agradeceu o apoio da população e expressou sua crença de que João está em paz. Ela mencionou as preferências do irmão, como batata frita, McDonald’s, Coca-Cola e chocolate.
Familiares descreveram o adolescente como alguém que gostava de ficar na chácara, balançando em uma rede na varanda. O atleta Sacy expressou seu susto e mencionou que o irmão era uma de suas principais motivações, contribuindo para uma condição de vida melhor para João. A família acreditava na evolução da comunicação do jovem.
Fonte: UOL