O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (16) que não há decisão do governo sobre revogar o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada “taxa das blusinhas”, neste momento.
Questionado por jornalistas, Alckmin defendeu a cobrança do imposto, citando a preservação de empregos e a competitividade com a produção nacional. Ele explicou que, mesmo com a taxa, o custo final para o consumidor ainda é inferior ao de produtos fabricados no Brasil, que arcam com impostos mais altos.
A declaração surge em meio a críticas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a taxa, que a considerou desnecessária. O ministro José Guimarães também se manifestou a favor do fim da medida, caso o governo decida por essa alteração.
Diante das críticas presidenciais, empresários e trabalhadores de 67 associações se mobilizaram, enviando um ofício a Lula em protesto contra o possível fim do imposto, classificando a ideia como “eleitoreira”.
A criação da taxa foi aprovada pelo Congresso Nacional com apoio do Ministério da Fazenda, atendendo a reclamações de empresários sobre a entrada de produtos chineses de baixo valor no país.
Em janeiro deste ano, o governo federal arrecadou R$ 425 milhões com o imposto de importação, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, a taxa rendeu R$ 5 bilhões, contribuindo para a meta fiscal do governo.
Fonte: G1