Concessões Rodoviárias em SP Geram R$ 600 Milhões em Investimentos

Investimentos em concessões rodoviárias em São Paulo superam R$ 600 milhões em um ano, com foco na Rota Sorocabana e Nova Raposo.

Um ano após o início das novas concessões rodoviárias no Estado de São Paulo, os investimentos em dois dos principais projetos já ultrapassaram R$ 600 milhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do governo paulista.

Investimentos Detalhados

Na Rota Sorocabana, foram investidos R$ 400 milhões, enquanto na Nova Raposo, os aportes chegaram a R$ 224 milhões. Esses valores representam aproximadamente 4% dos R$ 16,7 bilhões previstos para as duas rodovias, cujas concessões terão duração de 30 anos.

Rota Sorocabana: Obras e Melhorias

A Rota Sorocabana abrange 17 municípios e 460 quilômetros de extensão. As obras incluem a duplicação da SP-250, a estabilização de trechos críticos da SP-079 e a recuperação de 230 quilômetros de asfalto. Intervenções em acostamentos e correção de desvios também fazem parte do pacote.

Nova Raposo: Foco em Segurança e Modernização

Na Nova Raposo, que conecta a região metropolitana de São Paulo ao interior, os R$ 224 milhões investidos em um ano concentram-se na recuperação do asfalto, modernização de passarelas e reforço na sinalização. A segurança das vias, um dos corredores mais movimentados do estado, tem sido prioridade, com fiscalização reforçada no trecho entre Cotia e a capital.

Leilões e Concessionárias

Os leilões das concessões ocorreram em 2024, com início das operações no ano seguinte. O Grupo CCR arrematou a concessão da Rota Sorocabana com uma oferta de R$ 1,601 bilhão. Já o grupo EcoRodovias venceu o leilão da Nova Raposo com um lance de R$ 2,19 bilhões.

A EcoRodovias já administra outros sistemas viários paulistas, como o Anchieta-Imigrantes e o Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto. O projeto Nova Raposo prevê o investimento de R$ 7,9 milhões em 92 km de rodovias, com a instalação de dez novos postos de pedágio do sistema free flow. Apesar dos investimentos, entidades ambientais e associações de moradores expressaram críticas ao projeto devido a potenciais impactos ambientais e urbanos.

Fonte: Estadão

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