Petróleo sobe e futuros caem com ameaças de Trump ao Irã

Ameaças de Donald Trump ao Irã elevam o preço do petróleo e derrubam futuros de ações nos EUA, gerando incertezas na economia global.
President Donald Trump arrives from the Blue Room to speak about the Iran war from the Cross Hall of the White House on Wednesday, April 1, 2026, in Washington. Alex Brandon/Pool via REUTERS

Os contratos futuros de ações dos Estados Unidos recuavam, enquanto o petróleo avançava, após o presidente Donald Trump voltar a ameaçar uma escalada da guerra no Irã. O movimento pode piorar o choque de preços de energia e embaralhar as perspectivas para a economia global.

Na abertura desta segunda-feira (6), os futuros do S&P 500 caíam 0,4%. O Brent subia cerca de 1%, para a faixa de US$ 110 o barril.

Ameaças de Trump ao Irã

Trump ameaçou atacar a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz, rota-chave de escoamento de cerca de 20% do petróleo e gás do mundo, permaneça fechado. O presidente dos EUA declarou que, se nada for feito até terça-feira, o país não terá “nenhuma usina de energia nem qualquer ponte de pé”.

Impacto na economia global

As declarações vieram em paralelo ao alerta da Opep+, que vê os danos a ativos de energia no Oriente Médio como um problema duradouro para a oferta de petróleo. Os ataques continuam se espalhando pela região, mantendo o barril bem acima dos US$ 100.

O jogo de previsões continua complicado para o investidor, com foco total nas ações militares e na possibilidade de melhoria do tráfego de navios por Ormuz. A guerra escurece o cenário econômico global, com risco de frear o crescimento e pressionar ainda mais a inflação.

Inflação nos EUA em foco

Esta será uma semana importante para os mercados, com a divulgação do dado de inflação dos EUA na sexta-feira. A alta da gasolina nos postos americanos provavelmente puxou o índice de preços ao consumidor (CPI) de março para um avanço de 1% no mês, o maior desde o pico inflacionário pós-pandemia em 2022.

O S&P 500 vem de seu melhor desempenho semanal do ano, mas ainda está cerca de 5,7% abaixo do recorde histórico de janeiro. Na quinta-feira, as bolsas americanas abriram em queda após o discurso de Trump frustrar a expectativa de um cronograma claro para o fim da guerra, mas viraram para o positivo com notícias de que o Irã estaria em conversas com Omã para gerenciar o tráfego de navios em Ormuz.

Fonte: Infomoney

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