O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, classificou as investigações sobre o caso de ‘rachadinha’ em seu antigo gabinete na Alerj como ‘espuma’. Ele atribuiu a situação a um ataque orquestrado para prejudicar sua reputação, destacando que nunca houve um processo criminal contra ele.
As investigações sobre o esquema, que suspeitava do desvio de R$ 6 milhões de recursos públicos, foram encerradas após o STF e o STJ anularem provas em 2021. Flávio Bolsonaro afirmou que não há ligações financeiras com seus assessores e que nenhum funcionário relatou ter sido cobrado a devolver parte do salário.
Em relação ao ex-assessor FabrÃcio Queiroz, pivô do escândalo, o senador disse que ele possuÃa autonomia para gerenciar parte da equipe de rua e eventos. Queiroz teria afirmado que cobrava parte do salário de alguns contratados, mas sem o conhecimento ou concordância de Flávio.
A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro havia denunciado Flávio Bolsonaro em 2020, suspeitando de uma organização criminosa para recolher salários de ex-funcionários. Questões sobre a movimentação financeira do senador antes de assumir o Senado permanecem em aberto.
Flávio Bolsonaro também mencionou que as acusações surgiram após a eleição de seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018, caracterizando-as como uma ‘narrativa’. A investigação do MP-RJ apontou que muitas despesas do senador eram pagas em dinheiro vivo, mesmo sem saques correspondentes e com poucas fontes de renda declaradas até 2014.
Depósitos em espécie na conta de Flávio totalizaram R$ 281,5 mil antes do pagamento de imóveis. O uso de dinheiro vivo também foi identificado no pagamento de impostos, móveis, passagens aéreas, plano de saúde e escola das filhas.