Cemaden projeta El Niño e alerta para impacto econômico no Brasil

Cemaden alerta para 80% de chance de El Niño se estabelecer no Brasil a partir de setembro de 2026, com impactos severos na saúde e economia.
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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) projeta o início de um novo ciclo de calor intenso associado ao El Niño no Brasil para o segundo semestre de 2026. A instituição aponta 80% de probabilidade de o fenômeno se estabelecer no Oceano Pacífico entre abril e junho, com efeitos severos a partir de setembro.

Especialistas classificam a principal consequência como um “desastre térmico”, caracterizado por períodos prolongados de temperaturas acima do conforto humano e impactos diretos na saúde e economia. A anomalia climática ocorre quando as águas do Pacífico equatorial registram aquecimento de pelo menos 0,5°C acima da média por diversos meses. Apesar da variação parecer reduzida, a massa de calor é comparável à extensão da Amazônia e altera padrões globais de vento e chuva.

O que é o El Niño e seus impactos

O fenômeno atua como um motor climático que redistribui calor e umidade, provocando secas, enchentes e ondas de calor extremas em diferentes regiões. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o planeta atravessa o período mais quente da história recente, o que potencializa os efeitos desta condição. O Brasil apresenta um aumento consistente na frequência e duração das ondas de calor, com tendência de maior persistência das altas temperaturas.

Ondas de calor e riscos à saúde

Eventos superiores a dez dias de calor elevado tornaram-se comuns no Sudeste e Centro-Oeste, somados ao aumento das temperaturas mínimas. Noites mais quentes impedem a recuperação do corpo contra o estresse térmico diário e elevam riscos para idosos e populações vulneráveis.

Impactos econômicos previstos

O cenário projeta impactos econômicos imediatos, como o aumento na conta de luz devido ao uso intensivo de ar-condicionado. A produção agrícola também deve enfrentar redução de produtividade pela combinação de seca e calor, pressionando o preço de alimentos hortifrutigranjeiros.

Fonte: UOL

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