A jornalista americana Shelly Kittleson, sequestrada há uma semana em Bagdá, foi libertada. O anúncio foi feito pelo grupo paramilitar iraquiano Kataib Hezbollah, alinhado ao Irã, que condicionou a liberação à saída imediata da repórter do país.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, confirmou a soltura e informou que os EUA estão trabalhando para garantir sua partida segura do Iraque. O porta-voz de segurança do Kataib Hezbollah, Abu Mujahid al-Assaf, classificou o gesto como excepcional e afirmou que não se repetiria, justificando que o grupo se considera em guerra contra o “inimigo sionista-americano”.
Após o sequestro, o Ministério do Interior do Iraque iniciou buscas com base em informações de inteligência. Um funcionário de segurança iraquiano relatou que um membro de um grupo pró-Irã, suspeito de ligação com o crime, foi detido por autoridades. Washington indicou que o detido teria vínculos com o Kataib Hezbollah.
Imagens de câmera de segurança, verificadas pela agência Reuters, mostram o momento do sequestro: homens empurrando uma pessoa para dentro de um carro prata em uma rua e fugindo em seguida. O registro aponta que a gravação ocorreu às 17h26, horário local. Kittleson, jornalista freelancer baseada em Roma, cobriu diversos conflitos na região.
Fonte: UOL