Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas de famílias

Governo federal estuda permitir uso do FGTS para quitar dívidas de famílias como parte de um pacote de crédito em análise.

O governo federal estuda a possibilidade de permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas. A medida faz parte de um pacote de crédito voltado para famílias endividadas que está em análise pelo Executivo.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a proposta está sendo discutida em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego. No entanto, a pasta comandada por Luiz Marinho expressa preocupação com os possíveis impactos no fundo.

O que você precisa saber

  • O governo avalia liberar o FGTS para quitação de dívidas.
  • A medida visa auxiliar famílias endividadas e trabalhadores informais.
  • O Ministério do Trabalho teme impactos negativos no fundo.

Detalhes da proposta e preocupações

Durigan mencionou que, se a utilização do FGTS para refinanciamento de dívidas for considerada razoável, ela será admitida. Contudo, ele não forneceu detalhes sobre como o fundo seria empregado, pois o pacote ainda não está finalizado. O objetivo do conjunto de medidas é apoiar famílias endividadas, trabalhadores informais, microempreendedores individuais e pequenas empresas.

Sugestões e debates paralelos

Parlamentares do PT sugeriram ao governo a adoção de medidas para prevenir o endividamento futuro das famílias, especialmente com apostas digitais. Uma das ideias em estudo é proibir que quem aderir à renegociação de dívidas jogue em plataformas de apostas, embora a fiscalização dessa medida ainda seja incerta. Acredita-se que essa iniciativa possa atrair a simpatia de eleitores evangélicos.

O assunto foi discutido em uma reunião no Palácio do Planalto com a presença de diversos ministros e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A expectativa é que o pacote de medidas para a população endividada não seja anunciado nesta semana, devido à necessidade de cautela para evitar prejuízos à imagem do presidente Lula antes das eleições.

Outras iniciativas em estudo

O governo também considera usar valores esquecidos no Sistema de Valores a Receber (SVR), que somam aproximadamente R$ 10,5 bilhões, para reforçar o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Há um debate em andamento sobre o tratamento fiscal desses recursos e se o repasse ao FGO respeitaria as regras fiscais vigentes.

Durigan também comentou sobre a correlação entre taxas de juros e o endividamento das famílias, além das linhas de crédito mais prejudiciais à economia. Ele ressaltou que as instituições financeiras também têm interesse em renegociar dívidas, pois o endividamento afeta seus balanços.

Fonte: Globo

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