São Paulo se torna nova fronteira do cacau com alta produtividade

São Paulo se destaca como nova fronteira do cacau no Brasil, alcançando alta produtividade e expandindo o cultivo para diversas regiões do estado.

O cultivo de cacau, tradicionalmente associado a estados como Pará e Bahia, expande-se para novas regiões agrícolas no Brasil, incluindo São Paulo. Há cinco anos, o estado não possuía produção expressiva, mas atualmente conta com cerca de 650 hectares cultivados que começam a entrar em produção. A expectativa é que, em uma década, essa área alcance 3 mil hectares.

Enquanto o Pará lidera a produção nacional com mais da metade do volume em 170 mil hectares, e a Bahia, apesar de seu histórico, enfrenta desafios, outros estados como Espírito Santo, Rondônia e Amazonas ganham espaço. Novas fronteiras emergentes, como Minas Gerais e São Paulo, também começam a investir na cultura.

Apesar de ser um produtor recente, São Paulo se destaca pela alta produtividade. A média nacional é de 480 quilos por hectare, enquanto os cacaueiros paulistas alcançam 1,5 mil a 2 mil quilos por hectare. Esse rendimento superior é atribuído à pesquisa agrícola que otimizou o cultivo no solo paulista.

O que você precisa saber sobre o cacau em São Paulo

  • São Paulo já possui 650 hectares de cacau cultivados, com potencial de expansão para 3 mil hectares em dez anos.
  • A produtividade no estado chega a 2 mil quilos por hectare, superando a média nacional de 480 quilos.
  • Cerca de 120 propriedades em 66 municípios paulistas já produzem cacau, com concentração na região de São José do Rio Preto.

O segredo da alta produtividade paulista

A produtividade elevada em São Paulo, que pode ser até quatro vezes maior que a média nacional, deve-se ao sistema de plantio adaptado às condições locais. O cacau, que necessita de sombra nos primeiros três anos e sol posteriormente, é intercalado com outras culturas como seringueiras, bananeiras, abacateiros e mandioca. Essa técnica garante renda extra enquanto o cacau se desenvolve.

O manejo inclui o plantio de espécies corta-vento, como o eucalipto Corymbia torelliana, além de cuidados com solo, irrigação e adubação. O estado se beneficia da proximidade com centros de pesquisa como a Cati, o Instituto Biológico, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), e universidades como Esalq, Unicamp, Unesp e USP.

Diversificação e processamento do cacau

Produtores em São Paulo buscam diversificar suas atividades com o cacau. Em Barra Bonita, Leonardo Sgargeta Ustulin, produtor de cana-de-açúcar, cultiva 3,5 mil pés de cacau com o objetivo de produzir chocolate em sua própria fazenda, que também visa atrair turistas. A estratégia envolve a produção de vinho, azeite de oliva e bombons.

O processamento do cacau, que envolve etapas como quebra, fermentação, secagem, torrefação, moagem e refino, é um passo crucial para a produção de chocolate. Em Jundiaí, o agricultor Ricardo Paulino de Oliveira diversificou do morango para o cacau, plantou 600 pés e lançou sua marca de chocolate, Cacao di Fragole. No Vale do Ribeira, Fares Guarin, com experiência familiar em chocolate, resgatou um antigo cacaual e criou a marca Macondo, com o objetivo de processar a produção local e ajudar outros cacaueiros da região.

Fonte: Estadão

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