O presidente da Argentina, Javier Milei, teria realizado ao menos sete ligações para um dos desenvolvedores do projeto da criptomoeda Libra (LIBRA) antes do colapso da moeda digital, segundo informações do New York Times. A criptomoeda evaporou e deixou centenas de investidores no prejuízo.






Milei promoveu a criptomoeda no ano passado, que teve uma rápida valorização seguida de uma queda vertiginosa, resultando em prejuízos de milhões de dólares e desencadeando uma investigação.
O presidente argentino afirmou que apenas destacou uma iniciativa privada e que não tinha ligação com a moeda digital. No entanto, as conversas com os desenvolvedores levantam suspeitas sobre o conteúdo das ligações, realizadas antes e depois de uma publicação de Milei no X (antigo Twitter).
Os registros indicam um alto grau de comunicação entre Milei e os desenvolvedores. As mensagens também sugerem que o presidente argentino recebeu pagamentos regulares de um dos membros da Libra enquanto ainda era deputado.
Investigação sobre Milei no caso Libra
O colapso da criptomoeda gerou uma série de investigações sobre a administração do presidente libertário. Ele é citado como pessoa de interesse na investigação do Ministério Público Federal sobre a criptomoeda, embora não seja formalmente acusado de nenhum crime.
Uma gravação vazada à imprensa argentina, atribuída a um funcionário do governo, alegou que a irmã de Milei, Karina Milei, teria lucrado com um esquema separado de suborno. O áudio não foi verificado, e o presidente afirmou que o funcionário mentiu.
O chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, também está sendo investigado por um promotor por acusações de gastos excessivos com viagens, o que ele nega.
Fonte: Moneytimes