O consulado de Israel em Istambul, na Turquia, foi alvo de um ataque a tiros nesta terça-feira (7). Um suspeito foi morto e outros dois ficaram feridos após um tiroteio com a polícia do lado de fora do prédio que abriga a representação diplomática.

Segundo autoridades locais, não há embaixadores israelenses destacados no local há cerca de dois anos e meio, desde o início da guerra entre Israel e o grupo Hamas.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que não havia funcionários no consulado no momento dos disparos. A pasta condenou o ataque e agradeceu às forças de segurança turcas. “Missões israelenses ao redor do mundo têm sido alvo de inúmeras ameaças e ataques terroristas. O terror não nos deterá”, diz o comunicado.
O ataque ocorreu em frente a uma torre no distrito financeiro de Istambul onde funciona o consulado. Os suspeitos trocaram tiros por cerca de dez minutos com a polícia, e dois agentes ficaram feridos.
Os autores do ataque usaram fuzis e pistolas durante a ação, afirmou o governador da província de Istambul, Davut Gül. O ministro do Interior da Turquia, Mustafa Ciftci, disse que dois dos três envolvidos são irmãos, acrescentando que todos têm vínculos com um grupo terrorista, sem especificar qual.
Vídeos mostram policiais sacando armas e buscando abrigo enquanto disparos são ouvidos por cerca de dez minutos. Em outras imagens, um dos suspeitos aparece circulando entre ônibus da polícia e da segurança estacionados, atirando por vários minutos.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, condenou o episódio, chamando-o de “ataque traiçoeiro”. “Continuaremos nossa luta contra todos os tipos de terrorismo e não permitiremos que provocações prejudiquem o ambiente de segurança da Turquia”, disse ele em um discurso televisionado.
A Turquia, crítica ferrenha das operações militares de Tel Aviv em Gaza, havia chamado de volta seu embaixador em Israel em novembro de 2023, e as relações diplomáticas ficaram praticamente congeladas desde então.
Ao mesmo tempo, naquele ano, diplomatas israelenses deixaram a Turquia devido a preocupações com a segurança após protestos pró-Palestina ocorrerem em todo o país e em frente ao consulado. Desde então, uma forte presença policial armada tem sido mantida na área próxima à representação diplomática.
Fonte: UOL