Golpistas simulam emergência de filho para pedir dinheiro a familiares

Golpistas simulam emergência de filho para pedir dinheiro. Saiba como identificar e evitar a fraude do “filho em apuros” e proteger seus familiares.

Golpistas estão aplicando um novo tipo de fraude em que se passam por filhos de vítimas para solicitar dinheiro. O criminoso entra em contato por um número desconhecido, alegando que perdeu o celular ou que a bateria acabou, e pede que o dinheiro seja enviado para uma conta ou via PIX. Essa tática explora o vínculo emocional entre familiares para criar um senso de urgência.

experto
experto
fraude 1
fraude 1
fraude 2
fraude 2
fraude 3
fraude 3
recorte cuadro
recorte cuadro
tecnicas 1
tecnicas 1

Em dezembro de 2025, a Polícia Nacional prendeu 20 pessoas em Valência, acusadas de aplicar esse golpe em 200 vítimas e arrecadar R$ 120.000. Em outro caso, um homem foi detido em Cádiz por aplicar um golpe de R$ 9.811 a uma mulher, após enviar uma mensagem dizendo: “Mãe, o celular quebrou”.

Técnicas de manipulação utilizadas

Os criminosos utilizam diversas táticas para enganar as vítimas:

  • Urgência:Criam a necessidade de ação imediata, dificultando a reflexão.
  • Medo:Apresentam consequências negativas caso as instruções não sejam seguidas.
  • Exploração do vínculo afetivo:Apelam para as emoções, ativando o instinto de proteção.
  • Aislamiento da vítima:Pedem sigilo para evitar que terceiros percebam a fraude.

Jordi Sánchez, especialista em fraude da CaixaBank, explica que os estafadores prolongam o engano até que a vítima comece a desconfiar, chegando a insultá-la e cortar a comunicação.

Como evitar a fraude do “filho em apuros”

Para se proteger desse tipo de golpe, siga estas recomendações:

  • Desconfie de mensagens urgentes de números desconhecidos, mesmo que se identifiquem como familiares.
  • Verifique a identidade por outro meio, como ligar para o número habitual do familiar ou contatar outro parente ou amigo em comum.
  • Suspeite de pedidos de sigilo ou de alegações de indisponibilidade para atender chamadas.
  • Converse sobre esse tipo de fraude em casa para que todos os membros da família estejam cientes dos riscos.
  • Estabeleça uma palavra-chave para situações de emergência ou faça uma pergunta pessoal que apenas o familiar poderia responder.
  • Em caso de certeza de fraude, corte a comunicação e reporte às autoridades policiais. Se o dinheiro já foi enviado, informe o banco.
  • Se dados pessoais foram compartilhados, como senhas bancárias, comunique imediatamente a instituição financeira para alterar as credenciais.

A fraude geralmente começa com o envio massivo de mensagens genéricas como “oi, mãe/pai, preciso de um favor”. Os estafadores utilizam bases de dados obtidas na web obscura. Segundo Jordi Sánchez, ao enviar a mensagem para um grande número de pessoas, é estatisticamente provável que algumas respondam e acreditem na história.

As conversas iniciais são frequentemente conduzidas por bots, programas de computador que simulam diálogos humanos. Os criminosos só intervêm em caso de problemas na interação.

Fonte: Elpais

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade