O governo de Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de enviar o nome agora considera que a Corte está incompleta em um momento de crise reputacional, marcada por escândalos envolvendo ministros e julgamentos importantes na pauta.
Desde a aposentadoria de Barroso em outubro, o STF opera com 10 ministros. A escolha de Messias por Lula ocorreu em novembro, mas a nomeação formal para o Senado foi feita apenas recentemente. O Senado ainda definirá a data para a sabatina e votação do indicado.
O Planalto busca evitar a percepção de demora na indicação, especialmente em meio à crise que afeta a imagem da Corte. A mensagem enviada ao STF é de que o governo cumpriu sua parte, e agora cabe ao Senado agilizar o processo para que o tribunal retome sua formação completa.
Outra preocupação governamental é o calendário eleitoral. Aliados de Messias e setores do Planalto argumentam que a aprovação deve ocorrer o quanto antes, pois o ritmo de trabalho do Congresso tende a diminuir em anos de eleição, com parlamentares focados em suas campanhas.
A pressa em resolver a indicação também se deve a informações de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, poderia adiar a sabatina para após outubro. O governo optou por não postergar mais a decisão.
Disputa interna no STF
Nos bastidores do STF, diferentes grupos de ministros estariam trabalhando para garantir a aprovação de Messias. Segundo aliados do indicado, os ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça estariam empenhados nesse processo.
Já se observa uma disputa entre grupos na Corte para influenciar o voto de Messias, caso ele seja aprovado e se torne ministro, dependendo dos temas de interesse de cada facção.
Fonte: G1