Tribunal dos EUA restabelece condenação de US$ 656 milhões contra OLP e Autoridade Palestina

Tribunal dos EUA restabelece condenação de US$ 656 milhões contra OLP e Autoridade Palestina em favor de vítimas de ataques. Decisão se baseia em lei de 1992.
Activists hold a two-day protest vigil in solidarity with the victims in Gaza outside the Auberge de Castille, the office of Malta's Prime Minister Robert Abela after he announced that Malta will formally recognise the state of Palestine in the coming days, amid the ongoing conflict between Israel and Hamas, in Valletta, Malta, September 21, 2025. REUTERS/Darrin Zammit Lupi

Um tribunal de apelações dos Estados Unidos restabeleceu uma condenação de US$ 656 milhões contra autoridades palestinas. A decisão favorece americanos mortos ou feridos em ataques em Israel, após um julgamento da Suprema Corte dos EUA.

A decisão do Tribunal de Apelações do 2º Circuito dos EUA ocorre uma década após o tribunal ter derrubado uma condenação anterior contra a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e a Autoridade Palestina. Na época, o argumento era que tribunais americanos não poderiam analisar ações contra grupos estrangeiros por ataques no exterior que não tivessem como alvo os Estados Unidos.

Decisão da Suprema Corte

O tribunal de apelações restabeleceu a condenação à luz de uma decisão da Suprema Corte, em junho do ano passado. Essa decisão manteve uma lei de 2019 que permite que os processos das vítimas sigam adiante contra a OLP e a Autoridade Palestina.

“Concluímos que a decisão original em favor dos autores deve ser restabelecida. Essa conclusão é consistente com o claro alcance da decisão da Suprema Corte”, afirmaram os juízes em uma decisão datada de 30 de março.

Famílias aguardam justiça

“Nossas famílias clientes estão muito aliviadas por o tribunal ter restabelecido a condenação sem exigir um novo julgamento. Elas esperaram por muito tempo para que a justiça fosse feita”, disse o advogado Kent Yalowitz, em e-mail.

Nitsana Darshan-Leitner, outra advogada dos autores, expressou satisfação com a decisão após 22 anos de litígio.

Lei Antiterrorismo

As vítimas entraram com a ação com base na Lei Antiterrorismo, de 1992. Esta lei permite que tribunais dos EUA acolham ações de vítimas de ataques terroristas internacionais. As vítimas e suas famílias sustentam que agentes palestinos estiveram envolvidos nos ataques ou os incitaram.

Os palestinos têm argumentado consistentemente que os casos não deveriam ser aceitos em tribunais americanos.

Fonte: Infomoney

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