Um juiz federal dos Estados Unidos suspendeu a ordem do governo do ex-presidente Donald Trump que exigia a coleta de dados sobre o uso de raça em processos de admissão universitária. A decisão, proferida pelo juiz F. Dennis Saylor IV, atende a um pedido de 17 procuradores-gerais estaduais democratas e se aplica apenas às universidades públicas que são autoras da ação.
O juiz argumentou que, embora o governo federal possua autoridade para coletar tais dados, a exigência foi implementada de forma apressada e desorganizada. A ordem original de Trump para a coleta de informações foi emitida em agosto.
A Suprema Corte determinou em 2023 o fim do uso de ações afirmativas em processos seletivos. No entanto, a decisão permitiu que as instituições de ensino superior considerassem como a raça influenciou a vida dos candidatos, caso essa informação fosse compartilhada em suas redações.
Os Estados autores da ação alegam que a coleta de dados pode violar a privacidade dos estudantes e levar a investigações injustificadas contra as instituições. Além disso, argumentam que as universidades não tiveram tempo hábil para reunir as informações solicitadas.
O Departamento de Educação dos EUA defendeu a iniciativa, afirmando que os contribuintes têm o direito de saber como os fundos federais são utilizados por instituições que recebem esse tipo de financiamento.
Fonte: Infomoney