Imposto de Renda: Parcelar dívida é mais vantajoso que empréstimo

Descubra se vale a pena parcelar o Imposto de Renda ou tomar empréstimo. Especialistas comparam juros e indicam a opção mais vantajosa.

O contribuinte que precisa pagar o Imposto de Renda (IR) neste ano tem a opção de quitar o débito à vista ou parcelar em até oito vezes, com incidência de juros. Especialistas em educação financeira consultados pela reportagem indicam que o pagamento em cota única é a solução mais recomendada. No entanto, para quem não possui o valor total disponível, o parcelamento direto com a Receita Federal apresenta-se como a alternativa mais vantajosa em comparação a tomar um empréstimo.

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A taxa de juros cobrada no parcelamento do IR começa em 1% na segunda parcela e, a partir da terceira, soma-se a Selic proporcional acumulada mensalmente. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,75% ao ano, o que equivale a aproximadamente 1,15% ao mês. Em uma simulação de R$ 1.000 em dívida, os encargos somados em oito parcelas totalizam cerca de R$ 40 em juros, representando aproximadamente 4% do valor total. Este cálculo considera a Selic em 14,75% até dezembro e não prevê possíveis cortes na taxa pelo Banco Central.

Comparativo de Juros: IR vs. Empréstimos

Cintia Senna, educadora financeira da Dsop, afirma que mesmo com a Selic em 14,75%, o juro do parcelamento do IR é inferior ao de outras modalidades de crédito, como empréstimo consignado, pessoal, cheque especial ou parcelamento de cartão de crédito. Ao consultar as taxas médias no site do Banco Central, observa-se que o piso para empréstimo consignado privado inicia em 1,63% ao mês. Para consignado INSS e público, a taxa mínima é de 1,48%. Já o crédito pessoal não consignado apresenta taxas a partir de 1,24% ao mês.

Para que um empréstimo fosse mais vantajoso que o parcelamento do IR, sua taxa de juros mensal precisaria ser igual ou inferior a 0,49% (equivalente a 6% ao ano), um patamar raramente encontrado no mercado. Além disso, Senna ressalta que taxas de IOF e outras tarifas adicionais podem encarecer ainda mais a contratação de crédito.

Alternativas para Quitar o IR

Thaisa Durso, educadora financeira da Rico, sugere que, caso o contribuinte possua uma reserva de emergência, utilizá-la para quitar o IR à vista pode ser uma opção vantajosa. A economia gerada ao evitar o pagamento de juros do parcelamento, especialmente em um cenário de taxas elevadas, pode ser significativa. Contudo, é fundamental que o uso da reserva não comprometa a segurança financeira.

Para quem considera resgatar investimentos, Durso aconselha cautela. Resgates antecipados de aplicações de renda fixa sujeitas à tabela regressiva do IR podem resultar em alíquotas mais altas sobre os rendimentos. A comparação deve sempre considerar o rendimento líquido do investimento após impostos versus o custo efetivo do parcelamento. Em casos de débitos com juros mais altos, como cartão de crédito (acima de 400% ao ano) ou cheque especial (acima de 100% ao ano), pode ser financeiramente mais inteligente priorizar a quitação dessas dívidas e parcelar o IR.

Calendário de Pagamento do IR

O pagamento do Imposto de Renda pode ser efetuado por débito automático ou via Darf (Documento de Arrecadação das Receitas Federais). O Darf pode ser quitado em agências bancárias ou pelo internet banking. Para quem opta pelo parcelamento, é necessário acessar o Sicalc (Sistema de Cálculo de Acréscimos Legais) mensalmente para gerar o Darf atualizado com os juros correspondentes a cada parcela.

Fonte: UOL

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