A política econômica de Donald Trump, marcada por constantes alertas sobre conflitos comerciais, tem gerado ceticismo quanto à credibilidade de seus anúncios. Apesar das ameaças, o sistema global tem demonstrado resiliência, adaptando-se e encontrando novos caminhos em meio a custos crescentes.
Empresas e países têm ignorado o discurso beligerante, reorganizando cadeias produtivas e firmando novos acordos. O comércio global, embora afetado por tarifas e custos mais altos, não foi desmantelado, mas sim redesenhado. Um exemplo é o aumento das importações dos Estados Unidos em fevereiro, que elevou o déficit comercial americano para US$ 57,3 bilhões, mesmo com exportações recordes.
Resiliência da Globalização
A globalização se mostra adaptável. A guerra econômica promovida por Trump, apesar de seus custos, não derrubou o sistema, mas o forçou a buscar novas rotas e soluções. O resultado é um redesenho do comércio internacional, com aumento de custos e efeitos políticos adversos para o próprio Trump.
Impacto Político e Econômico Interno
Internamente nos EUA, a condução econômica de Trump enfrenta forte desaprovação. Pesquisas indicam que a maioria dos americanos desaprova seu modo de lidar com tarifas e a guerra com o Irã, que pressionou os preços de energia e combustíveis. O aumento do preço da gasolina afeta diretamente o bolso dos cidadãos, especialmente as famílias de menor renda.
Custos Políticos e Eleitorais
O desgaste político é evidente, com um eleitorado cada vez menos disposto a arcar com os custos de políticas econômicas controversas. A guerra comercial, embora não tenha quebrado o sistema, gerou um alto custo político interno, com preços mais altos, gasolina cara e um plano de guerra sem clareza. Na fábula, o menino aprende tarde demais; na vida real, todos pagam o preço.
Fonte: Estadão