Nesta terça-feira (7), às 19h, o Museu da Imagem e do Som (MIS) exibe o filme “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, vencedor do Urso de Prata de 2025, o segundo prêmio mais importante do Festival de Berlim. A sessão integra o Ciclo de Cinema e Psicanálise, parceria entre a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e o MIS.
O debate, após a exibição gratuita, reúne a atriz Denise Weinberg, que interpreta a protagonista Tereza, e o psicanalista Márcio Roque. A mediação é da psicanalista Luciana Saddi.
Governo distópico envia idosos para colônias remotas
Na trama, um governo distópico do Brasil institui o envio compulsório de idosos para colônias remotas, sob o pretexto de liberar os mais jovens para o trabalho e elevar a produtividade nacional. Aos 77 anos, Tereza entra no grupo que passa a ser caçado por “cata-velhos”, gaiolas móveis que recolhem aqueles que estão acima dos 75.
Recusando-se ao exílio, ela parte pelos rios amazônicos numa fuga que é também reinvenção. Nesse percurso, um “road movie” aquático, ela cruza com algumas figuras errantes, entre elas um barqueiro vivido por Rodrigo Santoro, e amplia seus horizontes e sonhos.
Velhice como tempo de reinvenção e desejo
Ao colocar a personagem idosa no centro da narrativa, afirma Luciana Saddi, o filme contesta a ideia de velhice como um tempo de encerramento.
“Ao contrário, a apresenta como um tempo vivo, atravessado por curiosidade, invenção e desejo. Em ‘Análise Terminável e Interminável’, Freud aponta que, até as últimas horas de vida, a pulsão exige trabalho psíquico”, diz.
Informações sobre a sessão
O encontro acontece no auditório do MIS (avenida Europa, 158 – Jardim Europa). Os ingressos individuais podem ser retirados gratuitamente na bilheteria do museu, com uma hora de antecedência.


Fonte: UOL