Petrobras nega defasagem de preços e reforça política de reajustes

Petrobras nega defasagem de preços de diesel e gasolina em relação ao mercado internacional e reafirma sua política de reajustes baseada em análises técnicas.

A Petrobras negou nesta quarta-feira (29) que haja defasagem nos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional. A estatal se manifestou em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou a companhia após notícias sobre possível interferência política na política de preços.

A manifestação da empresa veio após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor dos efeitos da alta internacional do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio. A Petrobras rebateu cálculos de agentes de mercado que indicavam que diesel e gasolina estariam sendo vendidos com descontos expressivos frente à paridade internacional.

Preços de diesel e gasolina sob análise

Dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), divulgados no início da semana, apontaram uma defasagem de R$ 3,05 por litro para o óleo diesel e R$ 1,61 para a gasolina nas refinarias da Petrobras.

Política de reajustes da Petrobras

Em sua defesa, a Petrobras reiterou que os reajustes de preços não seguem periodicidade fixa. Segundo a estatal, os ajustes são realizados com base em análises técnicas, considerando condições de refino, logística e o objetivo de reduzir a volatilidade no mercado interno.

A empresa destacou que sua política atual, anunciada em 2023, “busca evitar o repasse automático de oscilações externas”. A estatal citou ainda medidas recentes, como o aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A para distribuidoras, além da adesão a um programa federal de subvenção que adiciona R$ 0,32 por litro, totalizando um efeito combinado de R$ 0,70 por litro.

Compromisso com sustentabilidade financeira

Sobre os números divulgados por analistas, que apontavam perdas potenciais bilionárias caso a defasagem persistisse, a estatal afirmou não reconhecer tais estimativas. A Petrobras reforçou seu compromisso com a sustentabilidade financeira e declarou que sua governança e deveres fiduciários estão sendo plenamente observados.

Fonte: Estadão

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade