Japão e França buscam reabrir Estreito de Hormuz após conflito

Japão e França buscam reabrir o Estreito de Hormuz, rota vital de petróleo, após conflito no Oriente Médio. Acordos de segurança e tecnologia também foram firmados.

Japão e França concordaram em coordenar esforços para pressionar pelo fim do conflito no Oriente Médio e garantir a reabertura do Estreito de Hormuz, principal rota de navios-tanque de petróleo e gás natural liquefeito. O anúncio foi feito pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, após conversas com o presidente francês Emmanuel Macron em Tóquio.

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A situação internacional desafiadora exige que os líderes do Japão e da França aprofundem seus laços pessoais e fortaleçam a cooperação. O bloqueio do estreito pelo Irã, desde o início do conflito, tem gerado custos crescentes de energia para diversos países.

O Estreito de Hormuz é por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Caso não seja reaberto, pode haver escassez de derivados de petróleo. O Japão, que obtém cerca de 90% de seu petróleo do Oriente Médio, já começou a utilizar suas reservas estratégicas para mitigar o impacto econômico.

Macron compartilhou a posição japonesa sobre a necessidade de restaurar a liberdade de navegação no estreito. A França tem dialogado com diversos países para avaliar propostas de uma missão de reabertura da via navegável assim que o conflito terminar. O Japão considera o envio de caça-minas, embora sua Constituição pacifista limite qualquer ação.

Os líderes também anunciaram a busca por laços de segurança mais estreitos no Indo-Pacífico e assinaram acordos de cooperação em cadeias de suprimentos de minerais críticos, tecnologia nuclear civil e inteligência artificial.

Relatos indicam que a Casa Branca ameaçou interromper o fornecimento de armas à Ucrânia para pressionar aliados europeus a integrar uma coalizão destinada a reabrir o Estreito de Hormuz. A exigência de que as marinhas da OTAN ajudassem a liberar a passagem foi rejeitada pelas capitais europeias, que consideraram arriscado o envolvimento direto no conflito.

Em resposta às ameaças, o Exército iraniano prometeu ataques devastadores contra Estados Unidos e Israel. O comandante operacional Khatam al-Anbiya afirmou que a guerra continuará até a “humilhação, arrependimento e rendição do inimigo”.

Fonte: UOL

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