Estrangeiros aportam R$ 53,8 bi na B3 no 1º tri; fluxo é o maior desde 2022

Estrangeiros aportaram R$ 53,8 bilhões na B3 no 1º trimestre de 2026, o maior fluxo desde 2022, impulsionado pela liquidez e foco em fundamentos.

O investidor estrangeiro demonstrou forte protagonismo na B3 no início de 2026, registrando um fluxo não visto desde o período pós-pandemia. O primeiro trimestre do ano encerrou com uma entrada líquida de R$ 53,83 bilhões, considerando operações de IPOs e follow-ons. Este resultado representa o melhor desempenho desde o primeiro trimestre de 2022, quando o saldo atingiu R$ 69,02 bilhões.

Ibovespa ao vivo 18
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O volume financeiro negociado apenas em março ultrapassou R$ 500 bilhões, com R$ 512,8 bilhões em compras e R$ 501,1 bilhões em vendas. Este cenário indica não apenas a entrada líquida de recursos, mas também um aumento expressivo na rotação de portfólio, característico de mercados mais líquidos e com maior convicção direcional.

Fluxo robusto mesmo sem emissões

Ao desconsiderar os efeitos de IPOs e follow-ons, métrica que reflete com mais precisão o comportamento no mercado secundário, o saldo do primeiro trimestre de 2026 manteve-se elevado em R$ 53,36 bilhões. Este resultado é o mais forte desde 2022, ano em que o capital estrangeiro acumulou uma entrada de R$ 100,82 bilhões.

Em apenas três meses, o investidor internacional já respondeu por mais da metade do fluxo total registrado em 2023, reforçando a percepção de um início de ciclo mais construtivo para ativos brasileiros. O desempenho do primeiro trimestre de 2026, mesmo incluindo emissões primárias, aproxima-se do resultado de todo o ano de 2023, que fechou com R$ 55,95 bilhões em entrada líquida.

Janeiro forte e desaceleração tática

A análise trimestral revela que o movimento não foi uniforme. Janeiro concentrou a maior parte da entrada, com R$ 26,47 bilhões, enquanto fevereiro e março apresentaram um ritmo mais moderado. Em março, o saldo foi de R$ 11,96 bilhões, já com IPOs e follow-ons incluídos, marcando o segundo mês consecutivo de desaceleração.

No entanto, ao retirar as operações primárias, março ainda registrou um fluxo expressivo de R$ 11,66 bilhões. Essa cifra, segundo a análise, sugere uma desaceleração marginal, e não uma reversão de tendência. Mesmo diante da aversão a risco global, este foi o maior volume para um mês de março desde 2022, quando o montante alcançou R$ 21,4 bilhões.

Sinais claros do mercado

Os dados indicam expansão da liquidez, com volumes superiores a R$ 500 bilhões, facilitando a movimentação de grandes investidores. O fluxo estrutural, sustentado mesmo sem novas emissões, aponta para um foco em fundamentos e avaliação de ativos no mercado secundário. A desaceleração recente, considerada controlada, é compatível com ajustes de curto prazo e favorável em comparação com ciclos anteriores, reforçando a tese de uma nova onda de alocação estrangeira em ativos locais.

A combinação de fluxo positivo e aumento de liquidez tende a sustentar o mercado no curto prazo. O principal ponto de atenção será a consistência desse movimento no segundo trimestre, especialmente após dois meses de perda de ritmo. Contudo, o saldo é inequívoco: o investidor estrangeiro retornou com volume e disposição para permanecer.

Fonte: Infomoney

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