O Ibovespa encerrou o pregão próximo da estabilidade, com leve alta de 0,05%, aos 188.052 pontos, após oscilar entre 185.214 e 189.251 pontos. Na semana, o índice acumulou ganhos de 3,58%. A volatilidade do dia foi influenciada pelas incertezas geopolíticas decorrentes do conflito no Oriente Médio e pela proximidade do feriado prolongado.
As ações da Petrobras apresentaram forte valorização, com as ON subindo 2,25% e as PN avançando 1,65%. Essa performance pode indicar um fluxo favorável de investidores estrangeiros, em um dia de alta nos preços do petróleo. Outras empresas do setor petrolífero também registraram ganhos: Brava (+3,28%), Prio (+5,68%) e PetroReconcavo (+0,74%).
Apesar da alta do petróleo Brent, que acumulou valorização de cerca de 62% em março, o impacto sobre as ações do setor na B3 foi desigual. Empresas com maior exposição à produção e exportação, como Petrobras e Prio, mostraram correlação mais evidente com a commodity. No mês passado, as ações ordinárias da Petrobras subiram cerca de 26% e as da Prio, 21%.
Por outro lado, companhias como Brava Energia e PetroReconcavo tiveram valorizações menores em março, de 10% e 13%, respectivamente, influenciadas por características operacionais distintas e menor sensibilidade direta à alta do petróleo.
O fluxo de investidores estrangeiros para mercados emergentes em março também beneficiou as ações da Petrobras. O volume aportado por esses investidores no segmento secundário da B3 atingiu R$ 11,7 bilhões, o maior para um mês de março desde 2022. No acumulado do ano, os aportes já somam R$ 53,4 bilhões.
Relatórios de análise indicam que ações do Brasil estão em melhor posição para recuperação em meio a tensões globais, beneficiadas pela exportação de petróleo e pela perspectiva de cortes nas taxas de juros. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 17,5 bilhões.
Fonte: Globo