Em celebração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, em 2 de abril, uma abordagem lúdica buscou esclarecer a condição. Inspirado por um vídeo onde crianças explicam o autismo sobre um colega, uma conversa familiar buscou trazer luz sobre o tema.
A filha de 5 anos, diagnosticada como neurodivergente, identificou o irmão mais velho, de 7 anos e autista com atraso na fala, como uma pessoa autista. Ao ser questionada sobre como sabia, ela mencionou que ele frequentava fonoaudiologia, uma das diversas terapias que ele realiza, incluindo acompanhamento com psicóloga, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta.
A comunicação alternativa foi outro ponto destacado. A menina explicou que o irmão utiliza um aplicativo em seu iPad para se comunicar por meio de imagens e formação de frases, um recurso de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).
Em um momento de descontração, a diferença entre os irmãos foi marcada de forma simples: ela prefere sorvete de chocolate, enquanto ele gosta do sabor morango. Essa distinção, embora singela, ilustra a diversidade dentro do espectro autista.
A autora relata sua própria experiência, relembrando sua infância em um lar atípico ao lado da irmã com síndrome de Down. Ela confessa que, até os 36 anos, possuía pouco conhecimento sobre autismo, até que a professora do seu filho, então com 2 anos, sugeriu a possibilidade de ele ser autista.
Inicialmente, a autora questionou a observação da professora, argumentando que o filho demonstrava sorrir e fazer contato visual, especialmente com ela. No entanto, os sinais estavam presentes, e a autora expressa gratidão pela intervenção precoce que permitiu oferecer ao filho o suporte necessário. Essa jornada abriu um novo mundo sobre neurodivergência, proporcionou aprendizado e a descoberta de uma causa para defender.
A autora reconhece que a forma como a professora de Barcelona apontou as dificuldades do seu bebê foi dura. Ela preferia uma abordagem mais positiva, focada nas particularidades do comportamento dele, como a preferência por brincar sozinho, sua alta energia e o engajamento com brinquedos específicos.
Atualmente, a autora enxerga seu filho, Martim, de forma positiva e empoderada. Ele é descrito como uma criança incansável, que adora correr e pular, mesmo após intensas sessões de terapia. Ele demonstra entusiasmo em ir à escola, possui um sorriso cativante e se esforça para se comunicar apesar das dificuldades. É inteligente, esperto nas brincadeiras e aprecia esportes radicais, além de seu amado sorvete de morango.



Fonte: UOL