Reino Unido lidera 40 países em ação para reabrir Estreito de Ormuz

Reino Unido e cerca de 40 países discutem ação conjunta para reabrir Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo.

Cerca de 40 nações discutiram uma ação conjunta para reabrir o Estreito de Ormuz e impedir que o Irã mantenha a economia global como refém. A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, presidiu a reunião virtual, que incluiu França, Alemanha, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Índia.

Cooper afirmou que a “imprudência” do Irã ao bloquear a hidrovia estava “atingindo as famílias e empresas em todos os cantos do mundo”. A reunião ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, sugerir que a segurança da via marítima era responsabilidade de outros países.

Autoridades europeias indicaram que a discussão inicial focou na participação de países na coalizão proposta e nas opções diplomáticas e econômicas para persuadir o Irã. Houve um consenso de que o Irã não deveria impor taxas de trânsito e que todas as nações deveriam ter livre acesso.

Foco nas opções diplomáticas e militares

O Irã fechou efetivamente a principal hidrovia, que transporta cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo, em retaliação a ataques. A reabertura tornou-se prioridade global com a alta dos preços da energia.

Inicialmente, países europeus hesitaram em enviar suas marinhas, temendo conflito. No entanto, preocupações com o impacto do aumento do custo da energia na economia global impulsionaram a formação de uma coalizão para defender interesses nacionais.

A formação da coalizão está em estágio inicial, com Reino Unido e França liderando. Os EUA não participaram desta fase. O porta-voz das Forças Armadas da França, Guillaume Vernet, explicou que o processo terá várias fases e dependerá do fim das hostilidades.

Um dos focos das conversações é garantir que os armadores se sintam confiantes para retomar a navegação na área e reduzir os prêmios de seguro. A coordenação com o Irã para garantias de segurança é considerada improvável no momento.

Recursos militares também foram discutidos, incluindo a necessidade de reunir embarcações suficientes, capacidades de coordenação aérea e marítima, e compartilhamento de inteligência.

Trump sugeriu que outros países “simplesmente tomem” o estreito e o protejam. Contudo, o presidente da França, Emmanuel Macron, considerou a opção militar “irrealista”, alertando para os riscos de exposição a ataques e mísseis balísticos.

Fonte: Infomoney

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