O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a situação envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) é competência do Banco Central, com o ministério oferecendo suporte técnico. Ele destacou que bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, têm a possibilidade de adquirir ativos do BRB.
Durigan ressaltou que o governo do Distrito Federal é o responsável por lidar com a situação do BRB. Caso haja risco sistêmico, o Banco Central conduzirá o diálogo com o governo federal. Segundo o ministro, já existe colaboração entre as instituições, permitindo que Caixa e Banco do Brasil atuem com o BRB de forma similar a bancos privados, adquirindo carteiras ou títulos.
O Tesouro Nacional está oferecendo aval para a cessão de operações a outros bancos, com o objetivo de evitar prejuízos. No entanto, Durigan negou a existência de ajuda ou intervenção federal direta no BRB ou no Distrito Federal no momento. Ele também descartou a federalização do BRB, afirmando que o Ministério da Fazenda não avaliza tal avanço.
Estabilidade em ano eleitoral
Em relação às pressões políticas em ano eleitoral, Durigan se apresentou como um ministro técnico, mas aberto à política. Ele comparou o ciclo eleitoral de 2026 ao de 2022, enfatizando a importância da estabilidade econômica e institucional para investidores.
O ministro declarou que a estabilidade institucional e o respeito às regras são fundamentais para quem analisa a economia e decide investir. Durigan observou que 2026 difere de 2022, com o presidente Lula liberando o governo e a continuidade da equipe ministerial sob a liderança de Fernando Haddad, garantindo a proteção das contas públicas e o valor da democracia.
Fonte: Moneytimes