As companhias de petróleo indianas aumentaram o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) comercial em Rs 195,50, elevando o custo para Rs 2.078,50 por cilindro na capital nacional. O combustível de aviação também atingiu um recorde histórico, com preços em Nova Delhi chegando a Rs 207.341,22 por quilolitro. Essa alta é atribuída à crise energética decorrente da guerra no Oriente Médio e à desvalorização da rupia indiana.






O governo indiano interveio para mitigar o impacto nos voos domésticos, implementando um aumento escalonado no preço do combustível de aviação. As companhias aéreas, como IndiGo e SpiceJet, expressaram gratidão pela medida, que visa proporcionar maior estabilidade e manter os custos de viagem acessíveis. No entanto, o combustível para rotas internacionais ainda será cobrado pelo preço integral.
A escalada nos preços dos combustíveis também afeta outros setores. Fabricantes de preservativos enfrentam interrupções na cadeia de suprimentos e aumento nos custos de matérias-primas petroquímicas. O setor de hospitalidade, que utiliza amplamente o GLP comercial, alertou sobre a possibilidade de fechamento de estabelecimentos devido aos custos crescentes.
Em meio a essas preocupações econômicas, a Índia iniciou seu censo populacional, um exercício de coleta de dados que ocorre a cada dez anos e é crucial para a formulação de políticas futuras. O processo, que inclui autoenumeração online e coleta de dados físicos, abrangerá aspectos sociais e econômicos da população, incluindo dados sobre castas.
A oposição política criticou o governo do primeiro-ministro Narendra Modi pela alta no custo de itens essenciais, acusando-o de “saquear” a população em tempos de crise. O país, assim como outras nações asiáticas, lida com o aumento dos custos de bens e combustíveis, exacerbado pelas interrupções na cadeia de suprimentos globais.
Fonte: Dw