O grupo Ecorodovias (ECOR3) arrematou o contrato de concessão de 30 anos da Rota das Gerais, um trecho rodoviário de 735 quilômetros em Minas Gerais, após leilão realizado na B3. A oferta vencedora incluiu um desconto de 19% sobre a tarifa básica de pedágio.

O projeto prevê um investimento de R$ 7,3 bilhões, com obras de duplicação de faixa e ampliação de vias. Diferentemente de um leilão anterior, onde suas ações desabaram após a vitória, os papéis da Ecorodovias registraram ganhos nesta quarta-feira (1º), fechando com alta de 7,35%, a R$ 9,05.
Inicialmente, houve uma reação negativa no pregão, com as ações apresentando desempenho inferior ao Ibovespa. Analistas do Bradesco BBI consideraram o desempenho inicial exagerado, destacando as características estruturais positivas do projeto, como mecanismos de compartilhamento de risco de demanda e cobertura para evasão no free flow.
A companhia destacou projeções de tráfego 8,1% acima do modelo governamental e custos operacionais 21% menores devido a sinergias. O Bradesco BBI mantém recomendação de compra para a Ecorodovias, com preço-alvo de R$ 16,00 para o fim de 2026.
O Santander também vê o desdobramento como positivo, ressaltando o potencial de crescimento e sinergias do ativo, que conecta outras concessões da empresa. O banco afirma que a alavancagem da empresa permanecerá abaixo do limite estabelecido.
O Itaú BBA reforçou a recomendação outperform, considerando o projeto atraente. A análise aponta que a ação negocia com uma TIR nominal de 17%, com 80% do valor da empresa representado por dívida, tornando-a uma opção atrativa em um cenário macroeconômico de melhora.
Fonte: Infomoney