A Casa Civil confirmou o envio da documentação de Jorge Messias ao Senado Federal para sua nomeação como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A mensagem oficializa a indicação do Advogado-Geral da União (AGU) para a vaga na Corte. O texto ainda não está disponível no sistema do Legislativo.
O envio da documentação ocorreu quase 24 horas após o governo federal anunciar que o faria. Fontes da gestão petista atribuíram a demora a questões burocráticas internas da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. A resolução do impasse ocorreu durante a manhã desta terça-feira.
Durante um encontro ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia confirmado o envio da documentação e solicitado aos ministros com mandato de senador o apoio para a aprovação de Messias. Segundo relatos, os ministros presentes garantiram empenho ao chefe do Executivo.
A indicação de Messias, anunciada em novembro, enfrentou atrasos devido a desentendimentos entre o Executivo federal e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Alcolumbre teria preferência por um aliado para a vaga no STF, o que gerou descontentamento e influenciou a pauta de assuntos na Casa.
O presidente Lula buscou melhorar a relação com Alcolumbre antes de formalizar a nomeação. Uma conversa presencial entre os dois líderes, que não ocorria desde o final do ano passado, era esperada para tratar do tema. Embora interlocutores apontem uma melhora na relação, ainda existem pontos a serem ajustados.
Além da questão da escolha do ministro, Alcolumbre também expressou insatisfação com a articulação da base governista no Senado, especialmente após divergências com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), em relação à indicação de Messias. Um pedido para que o presidente do Senado anulasse uma votação da CPMI do INSS, que quebrava o sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, também irritou Alcolumbre.
Fonte: Globo