O governo federal do México mantém acordos voluntários com empresários do setor de combustíveis para estabilizar o preço da gasolina comum e reduzir o custo do diesel. Autoridades realizarão operações contra postos que aumentarem os preços de forma injustificada.






A estratégia energética do governo, focada no fortalecimento da refinação nacional e na autossuficiência em combustíveis, tem contido os efeitos da alta internacional do petróleo, evitando maiores impactos na economia familiar. O acordo com postos de gasolina resultou na manutenção do preço da gasolina comum em 23,99 pesos ou menos por litro na maioria dos estabelecimentos, com a participação da Petróleos Mexicanos (Pemex) para garantir preços justos desde a distribuição.
O pacto inclui uma margem máxima de lucro para os revendedores, calculada com base nos custos operacionais e lucros razoáveis. O governo federal também tem aplicado estímulos fiscais para prevenir aumentos abruptos. No entanto, algumas estações não aderiram ao acordo ou enfrentam custos logísticos mais altos, especialmente no sudeste do país, onde o transporte de combustíveis eleva o preço final.
Busca por segundo acordo para o diesel
Atualmente, o governo busca concretizar um segundo acordo com os frentistas para diminuir ainda mais o preço do diesel. Este combustível chegou a ser vendido a 30 pesos por litro devido a tensões internacionais, especialmente conflitos no Oriente Médio que impactaram o mercado energético global.
O México alcançou a autossuficiência na produção de diesel com a reabilitação do sistema nacional de refino e a operação de novas instalações energéticas. Essa conquista reforça a decisão de investir em refinarias e em projetos como a compra da refinaria Deer Park e a construção de Dos Bocas.
A política energética visa evitar cenários de dependência total de importações, que atualmente causam problemas de abastecimento em outros países devido a conflitos internacionais. O governo federal apresentará em breve um programa para fortalecer a soberania em gás natural, já que o México ainda importa cerca de 75% deste energético. Paralelamente, continuará impulsionando energias renováveis para reduzir custos elétricos e manter a inflação controlada.
Fonte: Eluniversal