Subvenção ao diesel custará até R$ 4 bilhões para União e estados

Subvenção ao diesel custará entre R$ 3,5 bi e R$ 4 bi para União e estados por dois meses. Impacto federal será de até R$ 2 bi.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, informou que a subvenção a importadores de diesel, destinada a cobrir o custo do ICMS sobre o produto, deve custar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões no período proposto de dois meses. O valor é superior aos R$ 3 bilhões estimados anteriormente.

Ceron destacou que, com a divisão do custo com os estados, o impacto para a União será de até R$ 2 bilhões. Este valor poderá ser absorvido pelo Orçamento sem a necessidade de novas medidas de arrecadação.

Mais de 80% dos estados já indicaram adesão ao acordo, segundo o secretário, que ressaltou que o governo continua trabalhando para obter unanimidade na participação estadual.

A medida provisória para implementar a subvenção será editada pelo governo na próxima semana. O plano prevê que União e estados cubram integralmente o custo de R$ 1,20 por litro do diesel importado. Na proposta temporária, válida até maio, estados custeariam R$ 0,60 e a União, os outros R$ 0,60.

Medidas de Mitigação

O governo federal está atento e analisando novas medidas para mitigar o impacto da alta do petróleo no contexto do conflito no Oriente Médio. Pontos de atenção incluem o gás de cozinha e o querosene de aviação, embora detalhes sobre as iniciativas não tenham sido adiantados.

O Ministério de Portos e Aeroportos enviou proposta à Fazenda para cortes temporários de tributos sobre insumos e operações de companhias aéreas. O Ministério de Minas e Energia também estuda medidas, especialmente para o GLP (gás liquefeito de petróleo), considerado um mercado sensível e de forte relevância social.

A equipe econômica também estuda o tema do crédito e endividamento das famílias, com o objetivo de apresentar informações ao presidente da República. Mecanismos que ofereçam garantias adicionais podem auxiliar em renegociações ou migrações de dívidas, segundo Ceron.

Fontes: UOL Estadão

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