Tornados no Sul alertam para COP-30: Lula defende etanol e aposta em petróleo

Tornados no Sul alertam para urgência climática na COP-30. Lula defende etanol, mas governo debate exploração de petróleo.
Lula defende etanol e aposta em petróleo — foto ilustrativa Lula defende etanol e aposta em petróleo — foto ilustrativa

O recente tornado no Sul do Brasil, com devastadores efeitos no Paraná e em outras regiões, serve como um alerta drástico sobre os perigos do aquecimento global. Este evento ocorre em um momento crucial, com a realização da COP-30 no Pará, sublinhando a urgência de ações concretas e responsabilidade na agenda climática.

Impacto dos Eventos Climáticos Extremos

Eventos como tornados, enchentes e tragédias similares, que causam destruição e perdas de vidas, não são incomuns no Cone Sul, incluindo o Rio Grande do Sul. Embora sejam considerados históricos, especialistas alertam que a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global intensificam a frequência e a gravidade desses desastres.

Brasil na COP-30: Cobranças e Apostas

Apesar das preocupações iniciais com a logística e a estrutura da COP-30 em Belém, a conferência focou no debate sobre a responsabilidade dos países ricos na preservação ambiental de nações mais pobres. O presidente Lula liderou essa discussão, reforçando a necessidade de que as nações desenvolvidas, que se beneficiaram da exploração ambiental, auxiliem na conservação do que resta.

A principal aposta do Brasil, anunciada pelo presidente, é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, com uma meta ambiciosa de arrecadação de US$ 25 bilhões. Embora considerada alta, a expectativa é que essa projeção sirva como ponto de partida para negociações e alcance um valor viável.

A Dúbia Posição do Governo sobre Combustíveis

Em paralelo à discussão sobre a transição energética, o governo brasileiro enfrenta Críticas por sua posição dúbia em relação aos combustíveis fósseis e a exploração de petróleo na Margem Equatorial. O presidente Lula buscou justificar essa dualidade, defendendo a exploração de petróleo como forma de financiar a transição para energias mais limpas, como o etanol. Essa retórica, embora apresentada como um meio para impulsionar o etanol, soa como uma tentativa de mascarar a incoerência, remetendo a estratégias do passado.

Fonte: Estadão

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