O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o caso das tarifas em julgamento pela Suprema Corte, que pode determinar a ilegalidade de alíquotas impostas por ele a parceiros comerciais, é o mais importante da história americana. Uma decisão desfavorável seria, segundo o ex-presidente, “devastadora” para o país.
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A Importância Estratégica das Tarifas
Em Entrevista à Fox News, Trump enfatizou a necessidade de o presidente ter o poder de usar tarifas de forma rápida e ágil. Ele argumentou que a restrição desse poder poderia deixar os Estados Unidos indefesos, conduzindo a nação à “ruína”. A declaração foi reforçada em uma publicação anterior na rede social Truth Social, onde o ex-presidente reiterou a necessidade dessa ferramenta para a segurança nacional e econômica.
Análise Jurídica e Política da Suprema Corte
A Suprema Corte dos EUA tem a tarefa de avaliar a legalidade da política econômica de Trump, especificamente o uso de poderes de emergência para impor tarifas abrangentes a quase todos os parceiros comerciais. Especialistas apontam que o caso apresenta complexas considerações jurídicas e políticas, tornando o desfecho incerto. O julgamento representa um teste significativo para o poder do ex-presidente e para a interpretação da lei em relação às políticas comerciais.
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Contexto Político e Paralisação do Governo
Durante a Entrevista, Trump também abordou a paralisação do governo americano, que atingiu o seu 36º dia, tornando-se a mais longa da história dos EUA. Ele criticou os democratas, chamando-os de “radicais e lunáticos”, mas defendeu a colaboração bipartidária em questões de assistência médica, um dos principais pontos de impasse que resultaram no chamado “shutdown”.
Otimismo do Tesouro dos EUA
Na mesma quarta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, expressou otimismo em relação à decisão da Suprema Corte sobre as tarifas de Trump. Bessent sugeriu que as “questões urgentes” justificaram a política tarifária adotada pelo presidente americano, indicando Confiança em um desfecho favorável.
Fonte: Estadão