Teto do INSS: Benefícios acima do mínimo reajustam 3,90% em 2026

O teto do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026 com reajuste de 3,90%. Saiba como ficam os valores dos benefícios acima do salário mínimo e entenda a perda de poder de compra.
Imagem de segurados do INSS. Imagem de segurados do INSS.

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios superiores ao salário mínimo terão um reajuste de 3,90% em suas remunerações. Este aumento é baseado na divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que serve como referência para a correção desses valores.

Com a nova atualização, o teto dos benefícios do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. A medida foi oficializada através de uma portaria publicada pelo Governo federal no Diário Oficial da União (DOU).

Contudo, o reajuste anunciado fica abaixo da inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou o ano de 2025 com uma alta acumulada de 4,26%. Essa diferença sugere uma perda no poder de compra para este grupo específico de segurados.

É importante notar que a correção integral de 3,90% será aplicada apenas aos segurados que já recebiam Aposentadoria ou pensão em 1º de janeiro de 2026. Para aqueles que tiveram o benefício concedido a partir de fevereiro de 2025, o aumento será proporcional ao período de recebimento, sendo menor para concessões mais recentes.

Gráfico mostrando o reajuste do teto do INSS e a inflação.
Gráfico ilustra o impacto do reajuste do INPC nos benefícios do INSS.

Resultados do INPC em 2025

O INPC registrou uma alta de 0,21% em dezembro de 2025, com o acumulado anual atingindo 3,90%. Este índice é inferior aos 4,77% registrados no ano anterior. A alta em dezembro foi impulsionada pelo aumento de 0,28% nos produtos alimentícios e 0,19% nos itens não alimentícios.

No acumulado do ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios apresentaram alta de 4,32%. Dentre os grupos que compõem o índice, destacaram-se Habitação (6,78%) e Despesas Pessoais (5,63%), enquanto Artigos de residência apresentaram queda de 0,20%.

Entenda o reajuste pelo INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é utilizado para o reajuste de aposentadorias desde 2003 e é calculado pelo IBGE. Ele abrange famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado, e considera dez regiões metropolitanas do país, além de outras cidades.

Em contraste, o IPCA, que é a inflação oficial, considera um espectro mais amplo de rendimento familiar, de 1 a 40 salários mínimos.

Tabela comparativa de reajustes do INPC.
Comparativo mostra a evolução do INPC e seu impacto nos benefícios.

Novas Regras de Transição da Previdência em 2026

Para os segurados que já contribuíam com o INSS antes da reforma da Previdência em novembro de 2019, novas regras de transição entram em vigor em 2026. Estas regras preveem ajustes graduais nas condições de Aposentadoria até 2031.

Em 2026, a idade mínima para mulheres sobe para 59 anos e seis meses, e para homens, para 64 anos e seis meses. O tempo de contribuição permanece inalterado em 30 anos para mulheres e 35 para homens. A regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição, exigirá um mínimo de 93 pontos para mulheres e 103 para homens.

Imagem de segurados do INSS.
Acompanhe as atualizações sobre suas aposentadorias e pensões.

Fonte: G1

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