SP desapropria terreno da Ford para Metrô; Prologis lamenta parque logístico

Governo de SP desapropria terreno da Ford em São Bernardo para o Metrô, frustrando planos logísticos da Prologis. Entenda os impactos.
Terreno da Ford em São Bernardo — foto ilustrativa Terreno da Ford em São Bernardo — foto ilustrativa

O governo do Estado de São Paulo determinou a desapropriação do extenso terreno que abrigava a antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo. A área será destinada às futuras instalações da Linha 20-Rosa do Metrô, um importante avanço para a infraestrutura de transporte público na região.

Desapropriação para Expansão do Metrô

A decisão oficial foi comunicada através da Resolução 075, publicada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos em 28 de outubro. A medida declara como área de utilidade pública o terreno de 227 mil metros quadrados, localizado no bairro Pauliceia. Essa área, equivalente a 28 campos de Futebol, é estratégica para a expansão da malha metroviária.

Planos de Parque Logístico Frustrados

A notícia da desapropriação impactou negativamente os planos da gigante americana Prologis. A empresa havia planejado a instalação de um mega parque logístico no local, com um investimento estimado em R$ 33 bilhões ao longo desta década. Com a decisão do Governo, a viabilidade desse projeto foi comprometida.

Em nota, a Prologis expressou seu lamento pela declaração de utilidade pública, que impede a continuidade do projeto de um moderno hub logístico e tecnológico. A empresa destacou que manteve um diálogo Técnico com o Metrô, buscando conciliar a expansão do transporte público com o projeto logístico, e que propostas para a coexistência de ambas as operações foram apresentadas.

Histórico do Terreno e Transações Recentes

A Ford encerrou suas atividades no Brasil em 2019, o que levou à venda de diversos ativos, incluindo este terreno. A Prologis adquiriu a área em 2024 por R$ 850 milhões. Anteriormente, o terreno pertencia a dois fundos imobiliários: o SJ AU Logística (detentor de 75%) e um fundo do BTG Pactual (com os 25% restantes). A área agora declarada de utilidade pública pelo governo estadual representa uma parte significativa do que foi negociado pela Prologis.

Fonte: Estadão

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