Tereza Cristina diz que não foi convidada para ser vice de Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina afirma que não recebeu convite para ser vice de Flávio Bolsonaro e que pensará na proposta se ela for feita. Agronegócio e misoginia também são comentados.

A senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) afirmou que ainda não recebeu um convite para ser candidata a vice na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República pelo PL. Caso o convite seja feito, ela declarou que irá “pensar mais à frente”.

“Nossa senhora, esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. Se eu for, lá na frente nós vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, disse a senadora em entrevista ao Estadão.

Tereza Cristina também comentou sobre a posição do agronegócio brasileiro, especialmente dos exportadores, em relação a possíveis prejuízos causados por conflitos internacionais, como a guerra no Irã travada por Donald Trump.

“Tem vários agros, mas vamos falar do agro exportador. O agro que é onde (a guerra) pode atrapalhar. O agro exportador é muito pragmático. Se o Trump atrapalhar muito, eles vão ficar contra. Se o Trump atrapalhar menos, eles vão ficar a favor, porque o agro é conservador. Mas, assim, o agro é pragmático”, explicou.

Contexto Político e Eleitoral

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expressou o desejo de que uma mulher seja escolhida como vice de Flávio Bolsonaro. “Eu torço para que seja uma mulher. Porque as mulheres, apesar de ter pouca mulher aqui, são muito melhores do que os homens, em todos os sentidos”, declarou durante um evento em São Paulo.

Uma pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada recentemente aponta um cenário de disputa acirrada entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições de 2026. Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 45,2% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44,1%, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro.

Posicionamento sobre Misoginia

Em relação à aprovação no Senado do projeto de lei que tipifica a misoginia como crime, Tereza Cristina declarou seu voto favorável, citando o aumento da violência contra as mulheres no país.

“Estamos vivendo um tempo muito complicado para as mulheres. Feminicídio todo dia, uma violência fora do normal, fora dos patamares anteriores. Não sei se é rede social, o que está acontecendo – mas é fato, porque a estatística está aí e a gente tem visto casos aterradores”, afirmou. “É um tema difícil, mas eu acho que precisava ser feito, Eu tenho também as minhas convicções, e eu votei a favor.”

A proposta aprovada define a misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres” e altera a legislação para incluir o termo entre as formas de preconceito já tipificadas.

Fonte: Estadão

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