A operadora espanhola Telefónica colocou à venda seu icônico Edifício Telefónica, em Madri, por um valor estimado em cerca de R$ 1,25 bilhão. O imóvel, comparado ao emblemático Banespão (Farol Santander) de São Paulo, atraiu forte interesse de investidores no mercado imobiliário espanhol, com fontes indicando que o valor pode chegar perto de 200 milhões de euros. O processo de venda está sob a condução do Banco Rothschild.

O Edifício Telefónica, com seus 90 metros de altura, ostenta a distinção de ter sido o primeiro arranha-céu da Europa. Sua relevância histórica é marcada por eventos como a primeira ligação de voz transatlântica, realizada em 1928 entre o Rei Alfonso XIII e o presidente dos EUA, Calvin Coolidge. O prédio é um símbolo de orgulho nacional e atração turística na capital espanhola.
Devido ao seu status como patrimônio histórico, qualquer comprador deverá manter a integridade da fachada, impedindo alterações significativas. A transação, tratada com discrição pela Telefónica, tem gerado apreensão em setores nacionalistas que temem a especulação com o imóvel.
Plano de corte de custos e ganhos de eficiência
A venda do edifício faz parte de uma estratégia mais ampla da Telefónica para otimizar seus Custos e aumentar a eficiência operacional. O objetivo é levantar capital para a redução de dívidas e o reforço de investimentos em suas operações. Recentemente, a multinacional anunciou um plano que prevê economias de 3 bilhões de euros (aproximadamente R$ 19 bilhões) até 2030.
A Telefônica Brasil, operadora da marca Vivo no país, também foi impactada por este plano, com a alienação de redes de cobre e imóveis de centrais consideradas obsoletas. O presidente da Telefónica, Marc Murtra, confirmou a abordagem pragmática da direção em buscar liquidez para ativos não essenciais, embora sem mencionar o edifício específico.
Operações no Brasil
No cenário brasileiro, a Vivo opera em um modelo de locação de espaços, sem possuir sede própria. Atualmente, a empresa ocupa o Eco Berrini, um edifício de 39 andares localizado em São Paulo, próximo à Marginal Pinheiros.
Fonte: Estadão