TCU quer distância do caso Master após revelações de ataques ao BC

Ministros do TCU querem se afastar do caso Master após revelações de ataques coordenados ao Banco Central. Entenda a polêmica.
TCU caso Master — foto ilustrativa TCU caso Master — foto ilustrativa

Após as recentes revelações sobre supostas fraudes e ações coordenadas para atacar o Banco Central, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) expressam o desejo de se distanciarem do caso Master. A percepção é de que o TCU agiu de forma equivocada ao se envolver no tema, transmitindo a impressão de estar mais focado em investigar a liquidação do que nas fraudes que poderiam afetar um banco público e seus correntistas e pensionistas.

Em declarações reservadas, ministros do tribunal, que retornam do recesso na próxima semana, indicaram que o plenário do TCU provavelmente não aprovará uma inspeção técnica para avaliar a liquidação do Banco Master. Essa cautela se deve à complexidade política do caso e às potenciais novas revelações negativas que podem surgir das investigações em curso pela Polícia Federal.

Novas Revelações Aumentam Preocupação

As novas informações sobre influenciadores digitais contratados para orquestrar ataques ao Banco Central reforçam a tese de uma grande operação para proteger o Banco Master e desacreditar o processo de liquidação. Investigadores consideram essa conduta uma operação criminosa destinada a beneficiar os acusados de praticarem fraudes bancárias.

O que inicialmente parecia isolado, com dois casos relatados, evoluiu para uma operação coordenada de ataques em redes sociais contra a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o próprio Banco Central. Essa escalada tem gerado ainda mais apreensão entre os ministros do TCU.

TCU em Risco de Exposição com Caso Master

Diante do cenário, os ministros avaliam que o tribunal deveria manter uma distância considerável, não apenas regulatória, mas também de envolvimento direto, do caso Master, pois ele se mostra cada vez mais explosivo e potencialmente danoso à imagem da instituição.

Críticas à iniciativa do TCU de solicitar uma inspeção sobre a liquidação do banco Master levaram a um recuo da corte e à marcação de uma reunião entre o presidente do tribunal, Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Essa reunião busca alinhar as ações e esclarecer os papéis de cada órgão.

A decisão do ministro Jonathan de Jesus de pedir a inspeção gerou intensas Críticas, tanto internas quanto externas ao TCU, levantando questionamentos sobre a prerrogativa do tribunal em interferir em processos de liquidação bancária.

Foco nas Fraudes é Prioridade

Entre os investigadores, há uma queixa de que o TCU iniciou seus questionamentos focando em quem realizou a liquidação do banco, em vez de priorizar as operações irregulares do Master. Essas operações podem resultar em um rombo de R$ 4 bilhões ao banco público BRB e aos clientes da instituição liquidada.

Técnicos da área apontam que o tribunal estava, inadvertidamente, passando a mensagem de que estava mais preocupado com o proprietário do banco do que com os clientes e as fraudes bancárias perpetradas.

Ministros do TCU analisam distanciamento do caso Master após ataques ao Banco Central.
Imagem ilustrativa de ministros do TCU em análise.

Fonte: G1

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