Tarifas EUA Freiam Crescimento e Inflação no Reino Unido, Alerta BoE

Tarifas dos EUA podem desacelerar crescimento e inflação no Reino Unido, alertou a integrante do BoE, Swati Dhingra. Impacto do Brexit também é discutido.
Tarifas EUA Reino Unido — foto ilustrativa Tarifas EUA Reino Unido — foto ilustrativa

As tarifas impostas pelos Estados Unidos deverão frear o crescimento econômico e a inflação no Reino Unido. A afirmação partiu de Swati Dhingra, membro do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE), durante um evento do banco central da Irlanda. Segundo Dhingra, a crescente fragmentação do comércio global tende a aliviar as pressões inflacionárias, embora ainda não haja evidências concretas de um redirecionamento significativo de bens que possa reduzir a inflação britânica de forma substancial.

Dhingra também destacou que a saída do Reino Unido da União Europeia tem contribuído para a estagnação do investimento e da produtividade no país. Essa constatação se alinha a análises de que o Brexit impactou negativamente a competitividade britânica.

Gráfico indicando a desaceleração econômica no Reino Unido.
Projeção de impacto das tarifas americanas na economia britânica.

Impacto do Brexit no Investimento e Produtividade

A declaração de Swati Dhingra reforça as preocupações sobre os efeitos de longo prazo do Brexit. A saída da União Europeia teria criado barreiras comerciais e regulatórias, desencorajando o investimento estrangeiro direto e a expansão de negócios. Essa dinâmica prejudica a produtividade, um dos pilares para o crescimento sustentável de qualquer economia.

A Falta de redirecionamento de bens, mencionada pela economista, sugere que as cadeias de suprimentos globais ainda não se adaptaram de forma a mitigar totalmente os efeitos das novas tarifas. Isso significa que os consumidores e empresas no Reino Unido podem continuar a enfrentar preços mais altos por um período prolongado.

Perspectivas para a Inflação e a Economia Britânica

A análise de Dhingra aponta para um cenário de desafios para o Banco da Inglaterra. Enquanto as tarifas americanas podem ajudar a reduzir a inflação importada, a fragilidade intrínseca da economia britânica, exacerbada pelo Brexit, pode limitar o espaço para cortes na taxa de juros ou dificultar a retomada do crescimento.

Especialistas em política monetária observam que o BoE precisa equilibrar o combate à inflação com a necessidade de estimular a atividade econômica. A dependência do Reino Unido de fluxos comerciais globais o torna particularmente vulnerável a choques externos, como as políticas tarifárias de grandes economias como os EUA.

Para entender melhor o cenário econômico global, confira as últimas análises sobre as políticas monetárias internacionais e o impacto das relações comerciais no desenvolvimento econômico.

Fonte: Valor Econômico

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