Tarcísio e PT articulações eleitorais após recesso; Haddad é cotado

Governador Tarcísio e PT articulam estratégicas eleitorais após recesso. Haddad é cotado para governo de SP ou Senado. Saiba mais.
Tarcísio e PT articulações eleitorais — foto ilustrativa Tarcísio e PT articulações eleitorais — foto ilustrativa

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), retorna ao trabalho após um recesso de 17 dias em meio a críticas de aliados. O foco agora é preparar um Calendário de entregas e articular a reeleição, embora planos presidenciais mais ambiciosos permaneçam distantes. Deputados e prefeitos da base aliada cobram mais recursos e diálogo, especialmente em ano eleitoral, pressionando por vagas de vice e apoio ao Senado.

Em resposta às queixas, Tarcísio defendeu a cooperação do governo estadual com os municípios, afirmando que “nenhuma cidade fica para trás” e exaltando a Parceria para a realização de projetos e entrega de resultados, mesmo em localidades menores que historicamente foram deixadas à margem dos investimentos.

Outro desafio para o governador é a recomposição de sua equipe, com a saída de secretários que disputarão as eleições de outubro. Além de Guilherme Derrite (Segurança), Valéria Bolsonaro (Mulher) e Guilherme Piai (Agricultura), especula-se a saída de Gilberto Kassab (Governo), Arthur Lima (Casa Civil), Roberto de Lucena (Turismo) e Helena Reis (Esportes). A influência sobre a destinação de emendas e convênios, bem como sobre alianças políticas, é um ponto crucial nessa reconfiguração.

Nas próximas semanas, Tarcísio pretende acelerar a entrega de obras de infraestrutura para impulsionar sua candidatura à reeleição. Entre as promessas estão a inauguração da linha 17-Ouro do monotrilho e o leilão do novo centro administrativo do governo. Apesar de auxiliares afirmarem que o plano é a reeleição, uma ala do entorno admite que a candidatura presidencial não pode ser descartada, dependendo de movimentações como a desistência do senador Flávio Bolsonaro.

Palanque da esquerda e articulação do PT

O recesso também impulsiona as articulações da esquerda em São Paulo. Com a possível saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda até fevereiro, o PT intensifica a pressão para que o ex-prefeito seja candidato ao governo paulista. O objetivo é criar um palanque robusto para a legenda na disputa presidencial, uma vez que, diferentemente de outras eleições, nenhum outro nome do PT se consolidou como alternativa forte em São Paulo.

Dirigentes petistas avaliam que Haddad tem o peso necessário para enfrentar Tarcísio no estado. A trajetória de Haddad em eleições anteriores, onde aceitou candidaturas a pedido do presidente Lula, reforça a aposta do partido.

Haddad também é cotado para o Senado. No entanto, a ministra Marina Silva (Rede) articula sua pré-candidatura à Casa, e sua decisão pode influenciar a escolha de Haddad.

Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-governador e ministro, é visto por Lula e pelo PT como uma alternativa caso Haddad não concorra ao governo paulista. Contudo, Alckmin e o PSB pretendem focar na reeleição de Lula, e o ex-governador já indicou não ter mais interesse em disputar o governo de São Paulo. Caso Alckmin decida concorrer a algum cargo no estado, precisará deixar o ministério até o início de abril.

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda
Fernando Haddad pode disputar o governo de São Paulo ou o Senado.

Fonte: Valor Econômico

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