Suzano (SUZB3): BofA reduz preço-alvo e ações caem 6,39%

Ações da Suzano (SUZB3) caem 6,39% após BofA cortar preço-alvo de R$ 82 para R$ 57, citando cautela com mercado global de celulose.

As ações da Suzano (SUZB3) registraram uma queda expressiva nesta terça-feira (7), figurando entre os maiores recuos do Ibovespa. Por volta das 11h (horário de Brasília), os papéis caíam 6,15%, a R$ 46,55, chegando a entrar em leilão na B3. Após a retomada das negociações, por volta das 12h20, as ações voltaram a ser negociadas com queda de 6,09%, a R$ 46,58. Ao final do pregão, SUZB3 encerrou cotada a R$ 46,43, com recuo de 6,39%, tornando-se o segundo pior desempenho diário do Ibovespa.

asia 220x118
asia 220×118
porto de santos 220x118
porto de santos 220×118
ibovespa acoes 220x118
ibovespa acoes 220×118
direcional dirr3 220x118
direcional dirr3 220×118
congresso nacional parlamentares bancada agronegocio 220x118
congresso nacional parlamentares bancada agronegocio 220×118
dsc02279 min 1 scaled e1760530414679 150x150
dsc02279 min 1 scaled e1760530414679 150×150

A pressão sobre os papéis da Suzano foi impulsionada pela revisão de recomendação do Bank of America (BofA). A instituição rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra e cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57, uma redução de R$ 25. Apesar da forte diminuição, o novo preço-alvo ainda representa um potencial de valorização de 14,92% sobre o fechamento anterior.

O preço-alvo para o ADR da fabricante de papel e celulose, negociado na Bolsa de Nova York (Nyse), também foi reduzido de US$ 16 para US$ 11, com potencial de alta de 14%. Na Nyse, a ação SUZ caía 6,63%, a US$ 9,01, por volta das 12h20 (horário de Brasília).

Apesar da revisão, o BofA avalia que a companhia mantém um valuation considerado saudável e um fluxo de caixa livre atrativo de 5,4% em 2026.

Cautela com o mercado global de celulose

A revisão do BofA reflete uma visão mais cautelosa sobre o mercado global de celulose. Analistas esperam que os preços da commodity permaneçam pressionados por mais tempo devido a um excesso estrutural de oferta. A premissa de preço de longo prazo da fibra curta foi revisada de US$ 600 para US$ 500 por tonelada.

A China tem consolidado sua posição como produtor relevante, reduzindo a dependência de importações e remodelando a dinâmica dos custos globais. Além disso, uma nova onda de capacidade de baixo custo vinda da América Latina deve entrar no mercado nos próximos anos, intensificando a deterioração do equilíbrio entre oferta e demanda.

A Suzano, com alta sensibilidade aos preços de celulose, deve ser pressionada por esse cenário mais cauteloso para as commodities no longo prazo.

Sinais de fim do ciclo positivo

Analistas do BofA identificam sinais de que o ciclo positivo atual está próximo do fim. Entre os indicadores estão estoques de celulose acima da média nos portos chineses, baixa rentabilidade dos fabricantes de papel e preços de revenda e futuros negociando abaixo dos benchmarks.

A retomada da capacidade da Chenming e possíveis flexibilizações nas restrições florestais na Indonésia também contribuem para essa perspectiva. Esses fatores apontam para uma dinâmica de preços mais fraca no curto prazo, o que deve impactar o ritmo de crescimento dos resultados da Suzano.

Projeções financeiras revisadas

O BofA projeta que a Suzano apresente uma receita de R$ 56,506 bilhões em 2026, uma redução de 3,6% em relação à estimativa anterior. Para o Ebitda, a expectativa é de R$ 21,376 bilhões neste ano, 2,9% menor que a projeção anterior. O lucro líquido estimado foi ajustado em 14,1% para baixo, totalizando R$ 5,953 bilhões.

Fonte: Moneytimes

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade