A presença de clubes tradicionalmente associados à Copa Libertadores na Copa Sul-Americana tem elevado o patamar comercial do torneio, que se inicia hoje (7). A competição, antes considerada a “Série B” continental, agora atrai dez campeões da Libertadores, incluindo equipes de peso como River Plate, Racing, San Lorenzo, São Paulo, Santos, Vasco, Grêmio e Atlético-MG.
Este movimento evidencia como o insucesso esportivo em competições de maior prestígio pode reposicionar clubes e transformar a Sul-Americana em uma vitrine ainda mais relevante. O torneio ganha em importância e competitividade, com elencos mais qualificados e camisas de maior tradição, oferecendo um nível de exigência mais elevado.
Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo, destaca que a exigência da Sul-Americana se aproxima da Libertadores, tanto pela competitividade quanto pelas dificuldades logísticas e técnicas. Para os clubes, disputar a competição deixou de ser apenas uma alternativa esportiva e passou a representar uma estratégia de reposicionamento internacional e geração de receitas.
Marcelo Teixeira, presidente do Santos, reforça que a edição com tantos campeões da Libertadores consolida o torneio como estratégico, ampliando a visibilidade internacional e criando novas oportunidades de receita. Para o clube, é uma chance de reafirmar sua história no continente e fortalecer a conexão com o torcedor.
O novo cenário também atrai o interesse de patrocinadores e parceiros comerciais. A presença de clubes de massa e maior exposição internacional torna a competição mais atrativa para grandes marcas globais. Empresas como Coca-Cola, Powerade, Amstel e Mercado Libre já associam suas imagens ao torneio.
Joaquim Lo Prete, country manager da Absolut Sport no Brasil, percebe um crescimento na procura de brasileiros interessados em vivenciar a Conmebol Sul-Americana de perto, especialmente nas fases decisivas, o que reforça o novo momento da competição.
O calendário reforça o peso do torneio, que começa nesta terça-feira (7) e tem a decisão marcada para 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia. A premiação recorde é um dos principais atrativos, com o campeão recebendo 10 milhões de dólares, podendo ultrapassar US$ 16 milhões ao longo da campanha. O aumento em relação ao ano anterior foi de quase 50%.
Moisés Assayag, sócio diretor da Channel Associados, destaca que o aumento das premiações representa um grande passo para o desenvolvimento do futebol no continente, permitindo que os clubes invistam em profissionalização e boas práticas de governança.
Fonte: Infomoney