Soja Dispara em Chicago: Acordo EUA-China Revitaliza Exportações Agrícolas

Soja atinge máxima de 4 meses em Chicago com esperança de acordo EUA-China. Entenda o impacto para exportações agrícolas e preços de commodities.
Soja atinge máxima de 4 meses em Chicago — foto ilustrativa Soja atinge máxima de 4 meses em Chicago — foto ilustrativa

A soja negociada na bolsa de Chicago atingiu seu maior valor em quatro meses nesta segunda-feira, impulsionada pela esperança de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. O contrato mais ativo da oleaginosa fechou em alta de 25,50 centavos, alcançando US$10,6725 por bushel, seu patamar mais elevado desde 20 de junho.

A expectativa do Mercado é que a retomada das exportações de soja dos EUA para a China seja um dos frutos do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, previsto para o final desta semana. As vendas da oleaginosa americana para o gigante asiático foram drasticamente reduzidas em decorrência da guerra comercial entre as duas potências.

Gráfico da soja em alta com expectativa de acordo comercial entre EUA e China
Cotação da soja em Chicago reage à esperança de resolução comercial.

Contexto das Negociações Comerciais

Donald Trump declarou nesta segunda-feira que os Estados Unidos e a China estão prontos para fechar um acordo comercial. O otimismo gerado pelas declarações dos líderes, que devem se reunir durante a turnê asiática de Trump, repercutiu diretamente nos preços das commodities agrícolas.

“A soja está subindo por causa das notícias otimistas sobre as negociações comerciais com a China, apoiando também o milho e o trigo”, analisou Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da StoneX. No entanto, ele ressaltou que o mercado aguarda por detalhes concretos, visto que o medo e o otimismo excessivo têm sido os principais motores das negociações recentes.

Impacto na Cadeia de Suprimentos Agrícola

A questão central para os traders é se a China irá efetivamente retomar suas compras de soja provenientes dos Estados Unidos. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, indicou no domingo que as autoridades americanas e chinesas chegaram a um acordo comercial, prevendo que a China retome as aquisições substanciais de soja dos EUA. Isso seria um alívio significativo para os produtores americanos, que foram duramente afetados pelas tarifas impostas durante a disputa comercial.

Apesar do potencial retorno das compras americanas, Ammermann observou que a China continua a reservar cargas de soja brasileira para embarque entre dezembro e março. Ele aponta que, mesmo com as compras brasileiras, há uma lacuna de 5 a 8 milhões de toneladas na oferta chinesa para a nova safra do Brasil, o que sugere uma demanda contínua que poderia ser suprida pelos Estados Unidos.

Milho e Trigo Acompanham a Tendência

As expectativas em relação ao acordo comercial entre EUA e China também impulsionaram os preços de outras commodities agrícolas. O contrato de milho com vencimento em dezembro encerrou o dia com alta de 5,50 centavos, negociado a US$4,2875 por bushel, após atingir uma máxima desde 3 de julho. O trigo, por sua vez, avançou 13,50 centavos, fechando a US$5,26 por bushel.

O desenrolar das negociações entre as duas maiores economias do mundo será crucial para definir os rumos do mercado de grãos nos próximos meses. Um acordo que normalize as relações comerciais pode trazer estabilidade e previsibilidade para o setor agrícola global.

Fonte: InfoMoney

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade