O Senado aprovou, em votação simbólica, uma medida provisória que reajusta o salário de policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. O texto, que prevê o aumento em duas parcelas, teve um voto contrário do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e segue para sanção presidencial.
As regras estabelecidas na medida provisória entraram em vigor em 1º de dezembro de 2025, com a primeira parcela do reajuste concedida ainda naquele mês e a segunda em janeiro de 2026. Os valores variam conforme o cargo, classe, posto ou patente.
Reajustes e impacto financeiro
Para a Polícia Militar e os bombeiros do DF, o reajuste variou de 19,6% a 28,4%. A Polícia Civil do DF recebeu aumentos de 27,27% para a categoria especial e 24,43% para a terceira categoria. Policiais militares e bombeiros dos ex-territórios (Amapá, Roraima e Rondônia) tiveram um reajuste de 24,32%, também em duas parcelas.
O soldo de coronel da PM, por exemplo, passou de R$ 3.195 para R$ 4.800 em janeiro de 2026. Para delegados de polícia do DF da categoria especial, o subsídio aumentou mais de R$ 8 mil, passando de R$ 30.542 para R$ 38.872.
Auxílio-moradia e compensação orçamentária
A proposta também inclui um reajuste de 24,3% no auxílio-moradia para a PM e os bombeiros, com impacto estimado em R$ 25,7 milhões. Para compensar parte dos custos, o texto prevê a extinção de 344 cargos vagos de médico e sociólogo no quadro do Ministério da Gestão e da Inovação.
O impacto orçamentário total da matéria está estimado em R$ 203,1 milhões em 2025 e R$ 3 bilhões em 2026 e 2027.