Fed: Schmid votou contra corte de juros por receio com inflação persistente

Jeffrey Schmid do Fed votou contra corte de juros por preocupação com inflação persistente e custos crescentes. Saiba mais.
Schmid do Fed contra corte de juros — foto ilustrativa Schmid do Fed contra corte de juros — foto ilustrativa

Jeffrey Schmid, presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de Kansas City, revelou que votou contra a redução das taxas de juros nesta semana. A decisão foi motivada por preocupações com o aumento contínuo dos Custos e da inflação, mesmo com um mercado de trabalho que se mantém equilibrado. Schmid avalia que a política monetária atual está em um nível moderadamente restritivo. A taxa básica de juros foi mantida, contrariando a expectativa de alguns agentes do mercado financeiro.

Jeffrey Schmid, presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de Kansas City, em evento.
Jeffrey Schmid, presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de Kansas City.

Preocupações com a Inflação e o Mercado de Trabalho

Em sua declaração, Schmid enfatizou que os contatos em seu distrito expressam inquietação quanto aos aumentos contínuos nos custos de vida. Essa percepção corrobora a visão de que a inflação ainda representa um desafio significativo para a economia. Paralelamente, o Mercado de trabalho tem demonstrado resiliência, o que pode levar o Fed a manter uma postura mais cautelosa em relação aos cortes de juros. A manutenção da taxa de juros em um patamar restritivo visa a conter pressões inflacionárias.

Análise da Política Monetária

Schmid considera que a política monetária conduzida pelo Fed se encontra em um estágio moderadamente restritivo. Essa avaliação sugere que as taxas atuais são suficientes para esfriar a economia e trazer a inflação para a meta estabelecida pelo banco central. No entanto, a votação divergente de Schmid aponta para um debate interno no comitê de política monetária sobre o ritmo e a extensão dos futuros cortes de juros. A taxa de juros, que havia sido reduzida em 0,25 ponto percentual anteriormente, permanecendo na faixa entre 3,75% e 4%, agora é vista com cautela pelo dirigente.

A divergência de opiniões dentro do Fed destaca a complexidade da atual conjuntura econômica. Enquanto alguns membros podem estar inclinados a iniciar um ciclo de flexibilização monetária para estimular o crescimento, outros, como Schmid, priorizam a vigilância contra o risco de uma inflação persistente. A decisão final sobre os próximos passos da política monetária dependerá da evolução dos dados econômicos nas próximas reuniões do Federal Reserve.

Fonte: Valor Econômico

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