A Sabesp empregará imagens de satélite e inteligência artificial para identificar vazamentos subterrâneos de água. A tecnologia, similar à utilizada por cientistas na busca por água em Marte, demonstrou ser até cinco vezes mais eficaz que métodos tradicionais em testes na capital paulista.
Esta iniciativa integra a estratégia de redução de perdas da Sabesp, intensificada após a privatização, com foco em eficiência operacional. O investimento previsto é de R$ 5,9 milhões ao longo de dois anos, com o objetivo de abranger toda a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).
Com a nova tecnologia, a Sabesp projeta recuperar 6,7 bilhões de litros de água nos primeiros 12 meses. Esse volume seria suficiente para abastecer uma cidade com mais de 95 mil habitantes, como Caieiras.
Tecnologia israelense para mapeamento
A tecnologia, desenvolvida pela empresa israelense Asterra, permite mapear grandes áreas com rapidez. O sistema utiliza ondas emitidas por satélite para escanear o subsolo, identificando pontos de umidade a até três metros de profundidade, com base em informações sobre a composição da água tratada.
Os locais identificados como suspeitos são organizados em mapas que guiam as equipes de campo. Estas equipes confirmam os vazamentos em um raio de 100 metros e realizam os reparos necessários.
Implementação na Região Metropolitana
O contrato foi formalizado após uma fase de experimentação que comprovou a eficiência do processo. Nos primeiros três meses, de abril a junho, serão mapeados quase 9 mil quilômetros de redes de distribuição de água e adutoras em São Paulo, Guarulhos, Osasco e Carapicuíba. Essas áreas foram selecionadas devido à maior expectativa de recuperação de volume, segundo a Sabesp.
Na capital, o mapeamento abrangerá regiões como Consolação, Avenida Paulista, Jardim América, Sacomã, Mooca, Rodovia Raposo Tavares, Guaianases, Itaquera e Perus.
Fonte: Estadão