Sabesp avalia privatização da Copasa com cautela e aponta riscos

CEO da Sabesp, Carlos Piani, expressa cautela sobre a privatização da Copasa, apontando riscos e um modelo regulatório menos robusto que o da Sabesp.

O presidente da Sabesp, Carlos Piani, expressou cautela em relação ao modelo de privatização da Copasa, estatal de saneamento de Minas Gerais. Segundo ele, o projeto mineiro apresenta mais riscos e um modelo menos robusto em comparação com a privatização da própria Sabesp, realizada pelo Governo de São Paulo.

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A declaração contrasta com o interesse anterior demonstrado pela Sabesp na Copasa. Em março, Piani havia considerado a operação atraente devido ao porte da estatal mineira. No entanto, em evento em São Paulo, ele destacou as diferenças no modelo regulatório de Minas Gerais, especialmente na renovação dos contratos de água e esgoto com os municípios.

Modelo regulatório em Minas Gerais é ponto de atenção

Piani comparou o processo mineiro com o de São Paulo, onde os grupos foram reunidos em unidades regionais (Uraes). Ele apontou que, em Minas Gerais, não houve tempo para desenvolver a regionalização da mesma forma, o que, na sua visão, resulta em um perfil de risco distinto.

O executivo classificou o cronograma de privatização do governo de Minas Gerais como “muito corrido”. A Sabesp, embora analise oportunidades de mercado, é seletiva em seus investimentos, executando apenas uma pequena fração do que avalia. Qualquer investimento fora de São Paulo depende da entrega das obrigações no estado e de um retorno adequado ao risco.

Sabesp mantém seletividade em investimentos

A empresa ressaltou que a privatização da Copasa, se avançar, será avaliada com base no retorno ajustado ao risco. A Sabesp possui cinco contratos em São Paulo, enquanto a Copasa tem mais de 600 contratos municipais em sua área de cobertura. A regionalização em Minas Gerais, segundo Piani, não está em curso e sua implementação após a privatização aumentaria o risco do projeto.

O executivo afirmou que o timing da privatização depende mais do governo de Minas do que da Sabesp. A decisão de participar ou não do processo será tomada com base nas definições do governo estadual e na conjuntura do momento, incluindo a avaliação do conselho de administração da Sabesp.

Fonte: UOL

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